segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Crise Existencial

A sociedade do 3º milênio enfrenta uma grande e grave crise existencial. Pessoas, entidades, governos e, até mesmo a igreja, são vítimas desse mal.  Não são poucas as pessoas que dizem: "estou sem rumo na vida;  meu mundo desabou; não sei o que estou fazendo aqui." Entidades, sejam elas públicas ou privadas, muitas vezes não dão conta da verdadeira razão de sua existência; não colaboram em nada para o bem da sociedade. Governos sem identidade, sem rumo, sem projetos estão por aí em toda parte do planeta. Estes, buscam mais os seus interesses em detrimento dos direitos da coletividade. Aliás, nem eles sabem dizer a razão de estarem no poder, a não ser para alimentarem o sórdido desejo de se locupletarem à custa do sofrimento alheio. Pessoas oprimidas por um vazio interior, um vácuo existencial, buscam no consumismo desenfreado, implantado pelo capitalismo selvagem, saciar os seus  mais íntimos desejos. No entanto, continuam vazias e sem rumo. O resultado de tudo isso é que cresce o número de pessoas apáticas, desmotivadas, desorientadas e infelizes. Daí, a crescente onda de uso do álcool, das drogas e a constatação do alto índice de violência que aflige a sociedade. Para completar esse quadro de desolação, registra-se, também, que a igreja não está imune a essa situação. Há, de fato, uma crise instalada na igreja cristã. Muitos grupos de irmãos em Cristo têm perdido a sua identidade, a razão de ser e viver o evangelho. Alguns, já sem rumo, sem identidade, buscam os grandes acontecimentos, as grandes aglomerações de pessoas, os grandes "shows". A simplicidade da adoração a Deus cede lugar para os grandes e sofisticados modelos litúrgicos que mais servem de entretenimento do que adoração. As tradições são deixadas de lado para dar lugar ao "modismo". Perda de valores como consequência da relativização de princípios e práticas é o que se constata para tristeza daqueles que sonham com uma igreja nos moldes do ensino dos apóstolos de Jesus. A sensibilidade, a espiritualidade e a ternura, são valores que dão lugar a um modo de vida calcado no existencialismo onde as pessoas "são o que possuem". "Valem pelo que possuem e ostentam". Diante de tudo isso, cabe-nos o redescobrir  da  vida. Devemos superar todos os obstáculos para REDESCOBRIR o real sentido da vida. O rei Salomão, depois de inúmeros projetos auspiciosos chegou à seguinte conclusão: "Tudo é vaidade, nenhum proveito há." Depois, afirma: "De tudo o que se tem ouvido, a suma é: teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem." Devemos, portanto, retomar nossa comunhão com Deus para renascer em nós o verdadeiro sentido da vida. Só Deus pode redirecionar a vida, reorientar o perdido, dar razão à existência. E que Deus tenha misericórdia de nós. Pb. Hely