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quarta-feira, 19 de março de 2025

Edificados na Rocha

 

"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela"

Salmo 127:1

 

                     Esse versículo significa que, sem a bênção do Senhor, nenhum esforço humano será frutífero. 

                    Vejam que o salmista se utiliza da expressão edificar a casa o que nos lembra do contínuo cuidado de Deus para com o seu povo. Edificar significa construir; e casa significa lugar de segurança e habitação. 

                 Deus age em favor dos seus filhos; age em favor dos filhos que lhe obedecem e andam segundo o seu sábio conselho. Portanto, nenhum projeto construído fora dos propósitos de Deus haverá de prosperar. 

                     Davi, no salmo 37 afirma que a felicidade dos perversos é temporária; eles, os perversos, em breve definharão como a relva. Os que confiam no Senhor, por sua vez, se deleitarão em abundância de paz. Ainda que lhes sobrevenham as aflições do dia, ainda assim, serão bem-sucedidos, pois o Senhor conhece os dias dos íntegros que jamais serão envergonhados. 

                   Vivemos dias de intensa competição quando os mais fortes pensam já haver chegado no mais alto degrau das suas conquistas. Posição social, fama, riquezas e poder, são o alvo do obstinado homem sem Deus. No entanto, nada disso se lhe aproveitará se construído sem o conselho e orientação do Senhor.                     Salomão, homem sábio de Deus, já em idade avançada, depois de conquistar fama e todas as honrarias e privilégios de um rei, concluiu: tudo é vaidade. Isto quer dizer que nunca estaremos satisfeitos ou realizados com as coisas desta vida. Vaidade de vaidades, diz o pregador. Tudo é vaidade. Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. Nossos feitos extraordinários ficam aqui. 

                Portanto, que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho que faz debaixo do sol? Essa é a pergunta que temos de responder. Esse é o desafio que temos de enfrentar: colocar todos os nossos projetos de vida sob a direção do poderoso Deus, pedindo a ele sabedoria para executá-los e jamais fazer deles um fim em si mesmos. 

                    Estamos edificando a nossa casa e devemos edifica-la sobre a Rocha. E tudo que fizermos seja para a honra do nosso Deus. 

                Faça isso meu irmão; faça isso meu amigo. E que Deus te abençoe neste propósito.  

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Nunca desista

 

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, 

à sombra do Onipotente descansará. 

Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei. Salmo 91.1,2

 

Meus amigos e irmãos em Cristo, a vida para todos nós é um desafio. Dia após dia, estamos sujeitos às lutas, perseguições, injustiças, enfermidades e muitas outras situações que nos levam ao desânimo.

Até certo ponto, isso pode ser considerado natural.

No entanto, não podemos desistir. A palavra de ordem é: Nunca desista. Homens e mulheres do passado, segundo o registro bíblico, passaram por duras lutas, perseguições e privações, mas, no final, venceram.

A bíblia nos ensina nunca desistir. Ao contrário nos apresenta promessas gloriosas de Deus em nosso favor que serão cumpridas no seu devido tempo. Não desistir significa manter a fé e a esperança nessas promessas de Deus. Significa confiar no poder de Deus e na segurança que Ele pode nos proporcionar. Através das lutas e provações somos forjados na têmpera de Deus de modo que possamos prosseguir e nunca desistir.

O salmo 91, nos seus primeiros versos afirma: “Aquele que habita no esconderijo do altíssimo, à sombra do Onipotente descansará”.

Isso quer dizer que pela fé alcançaremos o descanso de todas nossas aflições depositando os nossos cuidados nos braços amoráveis do nosso Deus.

                        Habitar no esconderijo do altíssimo significa entregar-se totalmente aos seus cuidados, mesmos em meio a lutas e privações. É recorrer em oração àquele que tudo pode. Que tem poder para nos aliviar dos maus pensamentos; tem poder para curar a nossa alma e tem poder para nos encher de esperança de dias melhores.

Não desista! Não permita que as aflições desse dia roubem de você a confiança e a esperança em Deus.

Aconchegue-se no esconderijo do Altíssimo.

Leve a Ele seu pensamento em oração; derrame-se diante dEle contando as suas aflições e creia. Creia que Ele, o Deus todo Poderoso pode lhe conceder o descanso de toda a sua aflição. Você quer experimentar essas bênçãos.

Confie e não desista.

E que o Altíssimo te abençoe.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

VIEMOS ADORÁ-LO

 

No capítulo 2 de Mateus encontramos a narrativa da visita dos Magos a Jesus.

Ao procurar o menino, no palácio de Herodes, eles declaram: Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo (Mateus 2: 2). Esta é a mais importante caminhada neste Natal.

Os magos tinham um só propósito na busca: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?

O verdadeiro sentido do Natal está em:

1º. Buscar a Jesus com Sinceridade: Os Magos viajaram do Oriente para encontrar o recém-nascido Rei dos Judeus. Eles estavam buscando Jesus genuinamente, e sua jornada demonstra a importância de buscar a Deus com sinceridade. Como cristão, você pode aplicar isso buscando continuamente um relacionamento mais profundo com Jesus por meio da oração, lendo a Bíblia e buscando Sua orientação em sua vida.

2º. Responder à Revelação de Deus: Os Magos seguiram a estrela, que significava a revelação do nascimento de Jesus. Eles responderam à orientação de Deus e não hesitaram em embarcar em uma jornada desafiadora para encontrar o Messias. Em sua vida, esteja atento às revelações de Deus, seja por meio das Escrituras, da oração ou do conselho de outros crentes. Quando Deus falar ao seu coração, responda com obediência e fé.

3º. Ofereça o seu melhor a Deus: Os Magos trouxeram presentes de ouro, incenso e mirra para honrar Jesus. Isso demonstra a importância de oferecer o nosso melhor a Deus, não apenas em bens materiais, mas também em nosso tempo, talentos e adoração. Esteja disposto a dar generosamente a Deus e aos outros, reconhecendo que tudo o que temos vem Dele.

4º. Adore com humildade: Quando os Magos encontraram Jesus, prostraram-se e O adoraram. A verdadeira adoração envolve humildade e reverência a Deus. Aproxime-se de Deus com um coração humilde, reconhecendo Sua grandeza e entregando sua vida a Ele em adoração.

Um feliz natal em sua caminhada com Jesus.

Texto do colaborador:

 Rev. João Batista Gomes Coelho (pastor) 

Segunda Igreja Presbiteriana de Goiânia/Goiás/Brasil

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

O Menino Deus

 

Ora, tudo isto aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel.” Deus conosco.                   Mateus 1:21-23 

 

Natal. Uma palavra curta, porém muito conhecida por toda a cristandade mundo afora. Natal, sugere, para a maioria das pessoas, festa regada a muitas comidas especiais; iguarias, doces e presentes; troca de mensagens cordiais e afetivas; diversão e muito consumo. A indústria e o comércio agradecem, afinal, movimenta-se fortunas nesta época do ano. Mas a pergunta que se repete é sempre a mesma. Natal, na sua essência é isso mesmo? Ficamos mais doces e amáveis por ocasião do natal? Até parece que sim, mas a bíblia nos ensina que o natal tem muito mais importância quando compreendemos o seu real sentido. Diz a profecia que um menino haveria de nascer e de fato ele nasceu; em um lugar humilde para não dizer desprezível; o seu nascimento foi o suficiente para incomodar a Herodes que intentou matá-lo fazendo com que por ordem do próprio Deus, José e Maria refugiassem com Ele nas terras do Egito por algum tempo. Ao menino foi dado o nome de Jesus, o Emannuel que quer dizer Deus conosco. Ele haveria de ser o Guia capaz de apascentar o povo de Deus Israel.

Mas essa história milenar, lamentavelmente, tem sido pouco considerada, eis que o natal tem sido comemorado longe do seu mais sublimes significado. A concepção miraculosa de Jesus que aponta para a sua divindade tem sido esquecida no auge das comemorações natalinas. Por isso o tempo é oportuno para uma sincera reflexão: como estamos comemorando o natalício de Jesus? A mensagem do Filho de Deus tem impactado a nossa caminhada cristã? Não seria o momento propício a um retorno às escrituras Sagradas fazendo-a nossa regra de fé e prática, também, nestes momentos festivos?. Que festejemos sim, mas festejemos o verdadeiro e digno de receber todo o louvor e homenagens mais profundas do nosso coração. Que sejamos mais humildes, sinceros e gratos por tão grande dádiva de ter Deus nos enviado seu Unigênito Filho, para salvar todo aquele que Nele crer. Abramos o nosso coração para Jesus e tributemos a Ele a devida honra; centralizemos as nossas comemorações natalícias na pessoa do menino Deus. É que Deus nos abençõe neste Natal.

 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Suportai-vos mutuamente

 

Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo, como está escrito: As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim. Rm 15: 1-3

 

Meus queridos amigos e irmãos, a carta de Paulo aos Romanos tem muito a nos ensinar e no capítulo 15 o apóstolo desenvolve um tema muito importante ao nos conclamar a imitar a Cristo no que se refere a suportar com amor as debilidades dos fracos. Assim ele faz um contraste entre os fortes e os fracos, assinalando que nós, que já experimentamos a liberdade em Cristo Jesus temos a responsabilidade de promover a paz e a edificação entre os crentes, de forma que os fortes na fé, devem promover a comunhão com os fracos, pois, em última análise, é na comunhão que nos encorajamos mutuamente. O apóstolo cita o exemplo de Cristo que negou a si mesmo para sofrer em benefício dos outros. Afinal, Cristo se fez autêntico servo e muito nos ensinou sobre a importância de servir ao próximo. Esse texto ainda nos ensina que para suportarmos as debilidades dos fracos devemos abrir mão dos nossos interesses pessoais, não agradando a nós mesmos, mas demonstrando compaixão, compreensão, paciência e tolerância. Finalmente, devemos ter em mente que devemos agir concordemente naquilo que edifica e traz esperança e, assim, todos, possamos glorificar a Deus. Longe de nós o criticar os fracos na fé que não alcançaram, ainda, a maturidade espiritual. Os que ainda estão arraigados no seu frágil entendimento acerca da liberdade em Cristo Jesus. Antes, esforcemo-nos para que todos cheguemos ao pleno conhecimento de Cristo e o glorifiquemos. Vivamos, enfim, gozando da simpatia dos de fora e de dentro, sempre aprovados por Deus e pelos homens. Encerramos com o verso 5 que diz assim: “Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus.” E que Deus nos abençoe nesse propósito.

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

A vida eterna

 

“E perguntou-lhe um certo homem de posição, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?

 Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus.

 Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.

 E disse ele: Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade.

 E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o entre os pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me.

 Mas, ouvindo ele isto, ficou muito triste, porque era muito rico.”

Lucas 18:18-23

 

 

A história desse encontro de Jesus com um jovem rico e de posição na sociedade, é bastante ilustrativa e nos traz muitos ensinos. A partir da pergunta feita a Jesus: “que farei para herdar a vida eterna?” podemos notar, logo de início, um grave equívoco da parte do jovem rico. O equívoco de pensar que poderia ele fazer alguma coisa ou praticar alguma ação que o levasse à condição de herdar a vida eterna. Em última análise, podemos chamar a isso de meritocracia, ou seja, ganhar a vida eterna pelos méritos próprios. Mas a bíblia, palavra de Deus, nos ensina que a salvação do homem pecador está fundamentada nos méritos de Cristo Jesus. Foi na cruz que Jesus pagou o preço para que pudéssemos alcançar a salvação. Na cruz, aquele que não pecou morreu em razão dos nossos pecados. Desta forma, não cabe sequer a mínima presunção de podermos fazer alguma coisa em nosso próprio favor para alcançarmos a vida eterna. Uma outra lição que podemos extrair desse diálogo de Jesus e o jovem rico é que o orgulho e o amor às riquezas podem nos prejudicar nessa relação com Deus. Jesus foi pontual ao tocar no orgulho do jovem que o questionou. Vejam que o jovem se gabou de cumprir todos os mandamentos ao afirmar: “tudo isso tenho observado desde a minha juventude”, ao que Jesus disse: “uma coisa de basta”. “Vende os seus bens, distribua aos pobres; depois vem e segue-me”. Aqui está o cerne da questão: o jovem ao ouvir tais palavras ficou muito triste porque era riquíssimo. Possivelmente seu coração e a sua confiança estavam nos bens materiais que possuía e na posição social que ostentava. Vejam meus queridos que temos hoje um desafio: somos desafiados a despirmos do nosso orgulho e da nossa presunção de mérito e assim possamos confiar sempre no poder da obra redentora de Cristo. Ele, sim, nos redimiu do pecado. Nele, sim somos salvos. Somos desafiados ainda a não perdermos de vista a verdade de que os bens materiais são transitórios e neles não podemos colocar o nosso coração. Creia em Jesus e obterás a vida eterna. O que temos ou possuímos não devem servir de obstáculo para crermos nessa verdade. E que Deus nos abençoe.

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

É chegada a hora

 

Eu sou a voz do que clama no deserto: 

Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías. João 1:23

 

                        João Batista foi o precursor de Jesus. 

                    Indagado sobre a sua própria identidade, és tú Elias?, respondeu: Eu não sou. Então és tú o profeta? Respondeu: não. Declara-nos, pois, quem és! Então respondeu: "Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como foi dito pelo profeta Isaías." 

                    Vejam que João Batista deu o seu testemunho sobre a divindade de Cristo, aquele que viria após ele e quem tinha toda a primazia, porquanto já existia antes de João. João, na verdade, batizava com água para arrependimento, mas aquele que viria após ele batizaria com o E. Santo. 

                       Jesus viria a ser aquele revestido de todas as características divinas citadas no Antigo Testamento, que interviria, como de fato interveio, com poder e graça na promoção da salvação. Interviria na purificação das consciências endurecidas pelo pecado.  

                     João se despiu de todo e qualquer orgulho para anunciar a Jesus, o Cristo, o Messias, de quem ele era digno sequer de desatar-lhes as sandálias. "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo", afirmou João Batista ao referir-se a Jesus. A voz no deserto ecoa, ainda hoje. Há uma voz a dizer:  é chegada a hora! Hora  de renunciar  o orgulho e a vaidade e crer naquele que veio habitar entre os homens, com sabedoria e graça, concedendo perdão e salvação. É chegada a hora de um despertar sobre a necessidade de arrependimento.  Jesus veio e habitou entre os pecadores e haverá de voltar para reunir os seus eleitos como filhos amados.

                Mas a voz que ecoa ainda hoje é:  arrependam-se e creiam no único e suficiente salvador: Jesus. E que Deus te abençoe. Que Deus nos abençoe.