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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Guias cegos


Isaías 9:16Aqueles que guiam este povo são os mesmos que o desorientam, e aqueles que são guiados deixam-se seduzir e ser conduzidos ao erro.

Nunca se viu texto bíblico tão atual como este. O profeta Isaías, no capítulo 9, profere contra o povo de Israel dura profecia, palavra do Senhor, em razão da soberba dos governantes e líderes, civis e eclesiásticos, sedutores do povo. Suas práticas deveriam restringir as pessoas dentro dos limites da decência, da moralidade, da lealdade, porém, ao contrário disso, permitiam que se entregassem aos crimes e à iniquidade. Em razão disso, no juízo de Deus, foram tidos como sedutores e corruptores, cujas práticas disseminadas para todo o povo produziriam resultados desastrosos. Estamos vivendo dias assim: líderes civis e eclesiásticos que deveriam, no cumprimento de suas obrigações, conduzir o povo, ordenar o que é bom e certo, defender a honra de Deus e do Evangelho do Senhor Jesus Cristo, se permitem passarem por impostores, negligentes nos seus deveres. E a profecia de Isaías revela que tais impostores são destrutivos e juntamente com seus governados cairiam, como de fato caíram sob a ira de Deus. Na verdade, muitos preferem seguir os passos de tais líderes, abraçando com eles a prática da injustiça e da imoralidade. Triste resultado! O Reino de Israel caiu e por causa da ira do Senhor dos Exércitos "a terra está abrasada, e o povo é pasto de fogo" (Is 9:19). Diante desta profecia resta-nos fazer uma minuciosa investigação sobre como anda a nossa influência como líderes. E, talvez, alguém possa dizer que não exerce influência sobre pessoas e que não desempenha papel de liderança. Engano. Todos nós exercemos influência sobre as pessoas. Todos exercemos papel de líder em algum lugar. Na família, na igreja, no trabalho, no governo, na sociedade. E, na condição de líderes, temos a responsabilidade de influenciar e conduzir nossos liderados. Não segundo a nossa vontade mas segundo a vontade de Deus. Afinal, que não sejamos contados como sedutores dos que nos são confiados, tal qual ocorreu com os líderes de Israel, na perspectiva da profecia de Isaías. Longe de nós cairmos nas mãos do Deus Todo Poderoso. Ele é rico em perdoar mas não tolera a injustiça e a iniquidade. E que Ele, tenha misericórdia de nós. Pb. Hely 





sexta-feira, 28 de junho de 2019

Exemplos de Fé

A carta aos Hebreus tem como autoria alguém desconhecido, tudo indicando tratar-se de alguém que conhecia bem os escritos do Antigo Testamento. O tema central da carta é a SUPREMACIA de Cristo. Isto é, a supremacia da sua obra. A ênfase está no fato de que o sacrifício de Cristo realizado na cruz do calvário, derramando sangue precioso é superior, perfeito e completo. Ele, Cristo, derramou seu sangue uma vez por todas sendo, por isso, desnecessário e  inútil qualquer outra tentativa sacrificial. Nenhum outro sacerdócio pode substituir o perfeito, real e permanente sacerdócio de Cristo. Derramamento de sangue, oferendas, penitências e esforços outros, jamais poderão superar ou substituir a perfeita obra de Cristo. A nossa reaproximação com Deus (o Pai) nunca se dará por outro intermediário senão por Jesus. A carta visa, também, encorajar os Judeus convertidos ao cristianismo, provenientes da dispersão, a perseveraram na fé. Afinal, Jesus está acima de tudo e de todos. Nele, somente Nele que devemos colocar e firmar a nossa fé. No capítulo 6 da carta, o autor exorta seus leitores a progredirem na fé:
verso 1-"Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus".
Somos, igualmente, encorajados a progredirmos na fé, deixando-nos levar para o que é perfeito, Cristo. Para tanto, devemos nos alimentar de alimento sólido, pondo à parte os princípios elementares da doutrina de Cristo. E o que significa isso? Seria esquecer os princípios básicos que abraçamos nos primeiros passos na carreira cristã? Não, claro que não. Mas os cristãos hebreus não tinham progredido na fé pelo que o autor da carta, nos versos 13 e 14 do capítulo 5 assim diz: 
verso 13 - "Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança."
verso 14 - "Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal".
Finalmente, observamos que o autor da carta aos Hebreus, lança mão de um expediente extraordinário. Ele trás à memória o testemunho de homens e mulheres do Antigo Testamento que, pela fé, foram nominados de os primeiros heróis e patriarcas. Estes, são exemplos de fé a seguir. Assim, cita Abel, Enoque, Noé, Abraão, Sara, Isaque, Jacó, José, Moisés, Raabe. 
Mas, o incentivo à perseverança em meio às provações, lastreia-se no maior exemplo. O exemplo de Cristo. Se os heróis da fé puderam realizar grandes obras. Se puderam servir de exemplos de fé, muito mais encontramos razão para olhar firmemente para o Autor e Consumador da fé. Cristo. E mais, sabemos que as provações revelam o amor paternal de Deus para com seus filhos. 

Portanto, não desanimemos. Ao contrário, avancemos tendo como exemplo Cristo. Ele é o perfeito testemunho a seguir. Consideremos, no entanto, que homens e mulheres do passado foram instrumentos importantes porque demonstraram grande fé e confiança nas promessas de Deus.
Você é um homem ou mulher de fé? Pense nisso. E que Deus te abençoe e nos abençoe. Pb. Hely 

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Uma Igreja sem mácula

É comum alguém nos perguntar: qual é a igreja certa ou correta onde eu possa congregar? De outro modo: essa ou aquela igreja é uma igreja boa? Certamente, ao fazer tais perguntas, quem as faz, possivelmente não pensou no real significado de igreja. Talvez tenha se preocupado com a designação denominacional, o que não está de todo errado, haja vista que a denominação identifica o grupo de pessoas que professam a mesma fé e defendem as mesmas doutrinas, credos, liturgia, etc. Pois bem! Em resposta às perguntas iniciais, é bom lembrar que a igreja somos nós. Igreja é a reunião dos santos(separados),remidos pelo sangue do Cordeiro(Jesus). É a reunião de todos quantos professam a fé em Jesus Cristo e o tem como seu Único e Suficiente Salvador. Agora,necessário é a formulação de uma outra pergunta: esse grupo tem a Bíblia Sagrada, como sua única regra de fé e prática? Esse grupo chamado igreja defende a doutrina dos apóstolos, tal qual defendia a igreja primitiva? Ou esse grupo já se desviou da Palavra de Deus ao introduzir um "outro evangelho" diferente daquele pregado e anunciado nas sagradas escrituras? O apóstolo Paulo advertiu severamente os crentes da igreja da Galácia:  

Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi evidenciado, crucificado, entre vós?  Gálatas 3:1.  

A razão da indignação de Paulo diz respeito ao modo como se comportava os crentes daquela igreja que, depois de haver iniciado no verdadeiro evangelho, tendo começado no Espírito, agora, estavam se aperfeiçoando na carne. Na verdade, Paulo havia doutrinado aquele grupo ensinando a justificação pela fé e não pelas obras, contudo, eles, os gálatas, estavam inclinados a se justificarem mediante o cumprimento da lei. Isso era e é grave. Portanto, antes de aferirmos se essa ou aquela igreja é boa para se frequentar, necessário é a verificação se tal igreja defende as doutrinas tal qual pregadas pelos apóstolos. Escrevendo à igreja de Éfeso, o mesmo apóstolo Paulo deixa claro que os verdadeiros crentes devem imitar a Deus como verdadeiros filhos amados e que as obras da carne não terão mais lugar na vida dos que já foram lavados e santificados. Cristo se entregou pela igreja para a santificar pela palavra e, finalmente, a apresentar a si mesmo, igreja gloriosa, sem mácula.

 Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.


Portanto, a igreja que prima por defender a fiel exposição das Escrituras Sagradas,que tem Cristo como cabeça da igreja, que procura aprimorar-se na santificação pela palavra e através do correto uso dos meios de graça e a legítima ministração dos sacramentos, essa, sem dúvida, será uma boa igreja para eu e você frequentar e não somente frequentar, mas participar ativamente das suas atividades.

Pense nisso. E que Deus te abençoe e te ilumine para tal. Pb. Hely 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Tarde demais

Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos sonharão sonhos; E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo. O sol se converterá em trevas, E a lua em sangue, Antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor; E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.Atos 2:16-2                      
O livro de Joel nos oferece muitos ensinos preciosos, e, por se tratar de um livro profético, trata, também, sobre o iminente "Dia do Senhor" (Joel 1:15), com o qual, possivelmente, muita gente não está preocupada.As profecias e os vários profetas tiveram e, ainda tem, relevância para as várias gerações. Fala, especialmente, para aqueles que vivem nos últimos dias.Olhar para as profecias de Joel pode, certamente, nos abrir os olhos em reconhecimento dos sinais da Segunda Vinda do Senhor e do cumprimento dessas profecias.  
O texto de Atos acima transcrito, é o relato do evangelista Lucas, do extraordinário acontecimento do Pentecoste. Ali, no pentecoste, muitas pessoas ficaram maravilhadas e impressionadas com a manifestação poderosa de Deus, e, muitas delas, inadvertidamente, admitiam que as pessoas envolvidas entre línguas repartidas entre elas, como que língua de fogo, pudessem estar embriagadas. Nesse ponto, relata o evangelista que houve uma intervenção do Apóstolo Pedro, cujas palavras de esclarecimento a respeito de tão extraordinária situação. E, agora, ele, Pedro diz:

 E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos sonharão sonhos; 
          Pois bem! Vamos refletir um pouco. O apóstolo Tiago, por sua vez, diz: 


 Contudo, vós não tendes o poder de saber o que acontecerá no dia de amanhã. Que é a vossa vida? Sois, simplesmente, como a neblina que aparece por algum tempo e logo se dissipa.

Isso quer dizer que o poder de conhecer todas as coisas, presentes e futuras, é de Deus. Somos limitados como a neblina que aparece e logo se dissipa. 
Nossa vida é breve, ainda que vivamos 80, 90 ou 100 anos. Diante de Deus esse tempo é muito breve. Contudo, nesses breves anos de vida, Deus nos permite acumular experiências boas, não muito boas ou más, sabendo, contudo, que todas elas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e espera o Grande Dia do Senhor. 
E a experiência de vida nos remete a fatos interessantes que jamais poderíamos imaginar, não fossem as profecias terem apontadas para elas. Não temos o poder de saber o que acontecerá no dia de amanhã, cf. diz o apóstolo Tiago em sua epístola, contudo, nem por isso, podemos deixar de olhar para a profecia de Joel e outras que nos apontam para os últimos dias, quando apareceriam prodígios em cima do céu e sinais embaixo da terra em confirmação do poder extraordinário de Deus, criador, mantenedor e sustentador de toas as coisas. Quem viveu sabe que muitas profecias já se cumpriram. Outras se cumprirão. Enquanto os velhos sonham e os jovens tenham visões, aguardemos o Grande Dia do Senhor que está próximo. E nunca será TARDE DEMAIS para abrir-se os olhos para reconhecer que as profecias se cumprirão cabalmente.  Que Deus te abençoe e te guarde nessa esperança.








sexta-feira, 10 de maio de 2019

A viva esperança

   

                              
Os dias são maus, disso todos nós sabemos.   E, até por uma questão de sobrevivência, aprendemos a lidar com as adversidades, com os perigos da cidade grande, com a concorrência desleal, com a infidelidade, com a intolerância, com a discriminação em todas as suas formas, com as agressões do trânsito, etc.
                                      Lidamos, também, no aspecto espiritual, com as adversidades que agridem a nossa fé em Cristo, sabendo que o inimigo de nossas almas está a nos  rodear na expectativa de nos tragar.
                                    E, mais, a própria Bíblia nos ensina que há uma luta interior no homem de Deus, militância entre o velho homem (a carne) e o novo homem (espiritual). 
                             Sabendo de tudo isso, precisamos desenvolver uma virtude teológica denominada ESPERANÇA, muitas vezes apagada ou ofuscada pela sua opositora, a DESESPERANÇA.
                                Mas o que se define por esperança? Esperança, na definição de Aurélio: 
É uma crença de que um desejo se torne realidade; Algo que é alvo de uma expectativa; Virtude que completa as três virtudes teológicas: Fé, Caridade e Esperança.

Em uma versão bíblica: Fé,  Amor e Esperança.
                     Nos deteremos aqui, na definição bíblica, na expectativa de nos fortalecermos na esperança que há em Cristo Jesus.
                                Sim, uma pessoa que já entendeu a mensagem de salvação que há em o nome de Cristo Jesus, que já compreendeu acerca do grande amor de Deus ao enviar seu Unigênito Filho para morrer e remir pecados, justificar o pecador de todas as suas  mazelas originárias do pecado, precisa nutrir a VIVA ESPERANÇA de que é Deus quem a guardará de todo mal e manterá incólume a sua alma. 

                                   Esta foi a conclusão do Salmista: 
O Senhor te guardará de todo mal; ele guardará a tua alma. 
O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, 
desde agora e para sempre.
Salmos 121:7-8 

                                À luz do texto bíblico, necessário reforçar que os desígnios de Deus para com os seus amados, salvos e redimidos, não permite dúvida, eis que a promessa é duradoura, é de agora e para sempre. Assim, não há lugar para a DESESPERANÇA, nem "agora"  e nem  "depois", pois a promessa é: "desde agora e para sempre".

Oh! que gloriosa ESPERANÇA.
                          O profeta Jeremias, por sua vez, lamentando e padecendo as agruras de ver o povo de Deus em desobediência a Deus, o convida a reconhecer o seu pecado e descreveu a si próprio como o homem que viu a aflição pela vara do furor de Deus (v.1, do capítulo 3 de Lamentações).

                             No entanto, ele, o profeta, em meio às lamentações diárias, pode com maestria desenvolver a certeza de renovo das misericórdias do Senhor, ESPERANÇA de auxílio (versos 22 e seguintes do cap. 3 de Lamentações).

                   E, no verso 24, com extrema confiança assim expressou:  

A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.
Lamentações 3:24 

Vale a pena repetir:
Oh! que gloriosa ESPERANÇA.
                         Vejam, pois, que a ESPERANÇA, algo impalpável, subjetiva, que flui do interior  da alma, não é algo que se alcança e se completa de uma só vez. É um sentimento de alma que se experimenta continuamente, de porção em porção. E a porção é o SENHOR, na vida, no cotidiano, nas mínimas ações que envolvem o nosso dia. É o levantar na presença de Deus, é o caminhar na presença de Deus, é o deitar na presença de Deus. É tudo fazer sob a direção de Deus.
                                
                                  VIVA ESPERANÇA é saber que:

As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade." Lamentações 3.22-23
                                VIVA ESPERANÇA é saber que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manha, mas, é, também, gloriar-se até mesmo nas tribulações do dia, sabendo que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam e aguardam a gloriosa vinda do Senhor Jesus.
                               
                                É concluir tal qual concluiu o apóstolo Paulo:

E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.Romanos 5:3-4 |


                              Para encerrarmos esta breve e singela meditação sobre tema de alta relevância quero terminar te desafiando a experimentar comigo a santa proposta que o apóstolo Pedro nos faz, ainda hoje: 


Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós.1 Pedro 3:15 

                             Para, depois, fazermos uma reflexão bem pessoal: Eu e você estamos preparados para responder dignamente "a razão da esperança que há em nós?" 

                                   Pense nisso e que Deus te abençoe a responder positivamente, para honra e glória do nome do Senhor.




  

domingo, 28 de abril de 2019

O REINO DIVIDIDO

Roboão, contudo, rejeitou o conselho que as autoridades de Israel lhe tinham dito e consultou os jovens que haviam crescido com ele e o estavam servindo.1 Reis 12:8


Hoje, numa bela manhã de domingo, tivemos a oportunidade de estudar um pouco mais sobre o povo escolhido de Deus, que, depois de conquistar a terra prometida, nela adentrando-se em 12 tribos, unificado sob a liderança de Salomão, agora, se via em situação difícil. 
Durante o reinado de Salomão, Israel viveu um período de paz e prosperidade. Estabeleceu Salomão uma boa relação com povos vizinhos, fortaleceu suas relações comerciais com eles e sua fama se espalhou ao ponto de muitas pessoas, de longe, virem para provar da sua sabedoria. 
Salomão foi, de fato, reconhecido pela sabedoria que havia pedido a Deus.
Falecendo Salomão, porém, eis que o povo se reuniu para aclamar Roboão 
(seu filho). E, segundo o texto bíblico, Salomão havia reinado com muita dureza e, agora, Jeroboão e toda a assembléia viria ao encontro de Roboão para dizer e suplicar: 

"Teu pai colocou sobre nós um jugo pesado, mas agora diminui o trabalho árduo e este jugo pesado, e nós te serviremos". 1Reis 12:4


Depois de consultar as autoridades de Israel, a liderança mais experiente, Roboão decidiu por rejeitar o seu conselho, preferindo ouvir o conselho dos jovens, daqueles com quem havia crescido e agora os serviam, chegando, assim, ao seguinte veredito:
  
Meu pai lhes tornou pesado o jugo; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes pontiagudos".1 Reis 12:14


"Desta forma Israel se rebelou contra a dinastia de Davi, 
e assim permanece até hoje.1 Reis 12:19 


"Quando todos os israelitas souberam que Jeroboão tinha voltado, 
mandaram chamá-lo para a reunião da comunidade e o fizeram rei sobre todo o Israel. Somente a tribo de Judá permaneceu leal à dinastia de Davi".1 Reis 12:20

Estava, pois, o reino dividido entre o Reino do Norte, também chamado reino de Israel, formado por 12 tribos rebeladas e o Reino do Sul, chamado reino de Judá.

Mas o que esta história tem a nos revelar, ainda nos dias de hoje? 
O que me chamou a atenção foi o fato de Roboão, sucessor de Salomão, rejeitar a sua liderança mais experiente que o aconselhou a amenizar o fardo sobreposto ao povo.

Ao contrário, preferiu dar ouvido aos conselhos dos amigos, jovens que o serviam.

O resultado foi desastroso porque cindiu o reino entre o do Norte e o do Sul e, ainda, Jeroboão levou o seus súditos à idolatria.

O reino do Norte experimentou o governo de várias dinastias, prosperou, mas, finalmente, sucumbiu.

Na verdade, nenhum reino dividido subsistirá por muito tempo. Nenhum povo ou agremiação permanecerá firme enquanto seus líderes se debatem.

Renegar conselho dos mais experientes como fez Roboão, resultou em graves consequências que perduram até hoje.

A pacificação de um reino só será possível com o diálogo sincero, honesto e inteligente. 

Tudo, porém, deve ser colocado sob constante oração e submissão à vontade do Deus soberano das nações.

E que Deus te abençoe.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Sedentos não saciados

Você já imaginou ficar um, dois, três ou quatro dias sem beber uma única gota de água? Qual seria a reação do seu organismo? Imagino que você ficaria, em primeiro lugar, com a boca ressecada. Depois passaria por um período de ansiedade e ávido por uma dose de líquido para aliviar as primeiras impressões. Em seguida enfrentaria um processo gradual de desidratação e suas inevitáveis consequências. Certamente seus órgãos vitais começariam a sentir a falta do precioso líquido e deixariam de funcionar. E, se o jejum de água se prolongasse, o certo é que você ou qualquer outra pessoa sob a mesma experiência iria a óbito. Trágico não? Pois bem! O exemplo imaginário acima nos leva a uma não menos trágica conclusão: muita gente se encontra nesse processo de desidratação. Como isso ocorre, então? Vou exemplificar. Jesus, em certa ocasião, teve um encontro com uma mulher samaritana à beira de um poço chamado fonte de Jacó, localizado na cidade de Sicar. Depois de uma jornada, cansado da viagem, nada melhor do que assentar-se junto à fonte para um descanso. Porém, ali chegou uma mulher samaritana para tirar água. Era o costume daquela gente abastecer-se periodicamente daquela água. Jesus iniciou um diálogo com aquela samaritana (se bem que não era costume o judeu comunicar-se com um samaritano). E disse-lhe: "Dá-me de beber". A inevitável resposta da mulher foi bem assim: "Como sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?" O diálogo prossegue, tendo Jesus falado com a samaritana de uma água que Ele poderia lhe dar e que dela bebendo jamais teria sede. E, assim afirmou: "Quem beber desta água (do poço) tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna." De imediato, a mulher lhe pediu: "Senhor! Dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água." Até nesse momento a mulher não tinha compreendido de qual água o Mestre estava falando, mas, no final do encontro ela o reconheceu como Senhor e profeta. Linda história que revela importantes lições acerca da vida eterna. Muitas pessoas estão sedentas porém não conseguem ser saciadas da sua sede. E a razão é muito simples: estão a beber da água que não pode saciar. Uns bebem do precioso líquido indispensável à saúde física. E todos dele necessitamos para não nos encontrarmos na situação de desidratação referida no início deste artigo. Porém, muitos se afogam nas bebidas fermentadas não se saciando com elas, indo para as destiladas (fortes) sem se darem conta de que jamais serão saciados. Outros, como último recurso, se embriagam na mistura das duas, porém, continuam sedentos. Vivem como a samaritana da história, sempre voltando à fonte, ao poço, sem, contudo, encher-se definitivamente. Não conseguem saciar-se da sede, por isso, entram por um círculo vicioso. Enquanto isso, não dão conta de que, lentamente, estão se desidratando. Estão se privando da verdadeira água que jorra da fonte eterna. Ainda que os seus órgãos vitais já não estejam correspondendo e sinalizando a ausência da água que dá vida, muitos, preferem recorrer ao poço de Sicar, não para encontrar com Jesus, mas para manterem-se na sua rotina. Beber, beber, e nunca estar saciado. Mas, ainda hoje, a mensagem de Jesus vem de encontro aos necessitados. Ele disse: "A água que lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna". Você quer saciar-se da sua sede eternamente? Quer fazer uma experiência com Jesus, e pedir-lhe: Senhor, dá-me dessa água para que eu não tenha mais sede. Ou você prefere manter-se no ciclo vicioso de socorrer-se da fonte de Sicar e nunca se saciar? Jesus foi ao encontro da mulher samaritana (o que não era muito aceitável em se tratando de um judeu) e Ele quer ir ao seu encontro, hoje mesmo. O meu desejo é que você beba da fonte eterna para jamais ter sede. E que Deus te abençoe nesta decisão.