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sexta-feira, 10 de maio de 2019

A viva esperança

   

                              
Os dias são maus, disso todos nós sabemos.   E, até por uma questão de sobrevivência, aprendemos a lidar com as adversidades, com os perigos da cidade grande, com a concorrência desleal, com a infidelidade, com a intolerância, com a discriminação em todas as suas formas, com as agressões do trânsito, etc.
                                      Lidamos, também, no aspecto espiritual, com as adversidades que agridem a nossa fé em Cristo, sabendo que o inimigo de nossas almas está a nos  rodear na expectativa de nos tragar.
                                    E, mais, a própria Bíblia nos ensina que há uma luta interior no homem de Deus, militância entre o velho homem (a carne) e o novo homem (espiritual). 
                             Sabendo de tudo isso, precisamos desenvolver uma virtude teológica denominada ESPERANÇA, muitas vezes apagada ou ofuscada pela sua opositora, a DESESPERANÇA.
                                Mas o que se define por esperança? Esperança, na definição de Aurélio: 
É uma crença de que um desejo se torne realidade; Algo que é alvo de uma expectativa; Virtude que completa as três virtudes teológicas: Fé, Caridade e Esperança.

Em uma versão bíblica: Fé,  Amor e Esperança.
                     Nos deteremos aqui, na definição bíblica, na expectativa de nos fortalecermos na esperança que há em Cristo Jesus.
                                Sim, uma pessoa que já entendeu a mensagem de salvação que há em o nome de Cristo Jesus, que já compreendeu acerca do grande amor de Deus ao enviar seu Unigênito Filho para morrer e remir pecados, justificar o pecador de todas as suas  mazelas originárias do pecado, precisa nutrir a VIVA ESPERANÇA de que é Deus quem a guardará de todo mal e manterá incólume a sua alma. 

                                   Esta foi a conclusão do Salmista: 
O Senhor te guardará de todo mal; ele guardará a tua alma. 
O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, 
desde agora e para sempre.
Salmos 121:7-8 

                                À luz do texto bíblico, necessário reforçar que os desígnios de Deus para com os seus amados, salvos e redimidos, não permite dúvida, eis que a promessa é duradoura, é de agora e para sempre. Assim, não há lugar para a DESESPERANÇA, nem "agora"  e nem  "depois", pois a promessa é: "desde agora e para sempre".

Oh! que gloriosa ESPERANÇA.
                          O profeta Jeremias, por sua vez, lamentando e padecendo as agruras de ver o povo de Deus em desobediência a Deus, o convida a reconhecer o seu pecado e descreveu a si próprio como o homem que viu a aflição pela vara do furor de Deus (v.1, do capítulo 3 de Lamentações).

                             No entanto, ele, o profeta, em meio às lamentações diárias, pode com maestria desenvolver a certeza de renovo das misericórdias do Senhor, ESPERANÇA de auxílio (versos 22 e seguintes do cap. 3 de Lamentações).

                   E, no verso 24, com extrema confiança assim expressou:  

A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.
Lamentações 3:24 

Vale a pena repetir:
Oh! que gloriosa ESPERANÇA.
                         Vejam, pois, que a ESPERANÇA, algo impalpável, subjetiva, que flui do interior  da alma, não é algo que se alcança e se completa de uma só vez. É um sentimento de alma que se experimenta continuamente, de porção em porção. E a porção é o SENHOR, na vida, no cotidiano, nas mínimas ações que envolvem o nosso dia. É o levantar na presença de Deus, é o caminhar na presença de Deus, é o deitar na presença de Deus. É tudo fazer sob a direção de Deus.
                                
                                  VIVA ESPERANÇA é saber que:

As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade." Lamentações 3.22-23
                                VIVA ESPERANÇA é saber que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manha, mas, é, também, gloriar-se até mesmo nas tribulações do dia, sabendo que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam e aguardam a gloriosa vinda do Senhor Jesus.
                               
                                É concluir tal qual concluiu o apóstolo Paulo:

E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.Romanos 5:3-4 |


                              Para encerrarmos esta breve e singela meditação sobre tema de alta relevância quero terminar te desafiando a experimentar comigo a santa proposta que o apóstolo Pedro nos faz, ainda hoje: 


Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós.1 Pedro 3:15 

                             Para, depois, fazermos uma reflexão bem pessoal: Eu e você estamos preparados para responder dignamente "a razão da esperança que há em nós?" 

                                   Pense nisso e que Deus te abençoe a responder positivamente, para honra e glória do nome do Senhor.




  

domingo, 28 de abril de 2019

O REINO DIVIDIDO

Roboão, contudo, rejeitou o conselho que as autoridades de Israel lhe tinham dito e consultou os jovens que haviam crescido com ele e o estavam servindo.1 Reis 12:8


Hoje, numa bela manhã de domingo, tivemos a oportunidade de estudar um pouco mais sobre o povo escolhido de Deus, que, depois de conquistar a terra prometida, nela adentrando-se em 12 tribos, unificado sob a liderança de Salomão, agora, se via em situação difícil. 
Durante o reinado de Salomão, Israel viveu um período de paz e prosperidade. Estabeleceu Salomão uma boa relação com povos vizinhos, fortaleceu suas relações comerciais com eles e sua fama se espalhou ao ponto de muitas pessoas, de longe, virem para provar da sua sabedoria. 
Salomão foi, de fato, reconhecido pela sabedoria que havia pedido a Deus.
Falecendo Salomão, porém, eis que o povo se reuniu para aclamar Roboão 
(seu filho). E, segundo o texto bíblico, Salomão havia reinado com muita dureza e, agora, Jeroboão e toda a assembléia viria ao encontro de Roboão para dizer e suplicar: 

"Teu pai colocou sobre nós um jugo pesado, mas agora diminui o trabalho árduo e este jugo pesado, e nós te serviremos". 1Reis 12:4


Depois de consultar as autoridades de Israel, a liderança mais experiente, Roboão decidiu por rejeitar o seu conselho, preferindo ouvir o conselho dos jovens, daqueles com quem havia crescido e agora os serviam, chegando, assim, ao seguinte veredito:
  
Meu pai lhes tornou pesado o jugo; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes pontiagudos".1 Reis 12:14


"Desta forma Israel se rebelou contra a dinastia de Davi, 
e assim permanece até hoje.1 Reis 12:19 


"Quando todos os israelitas souberam que Jeroboão tinha voltado, 
mandaram chamá-lo para a reunião da comunidade e o fizeram rei sobre todo o Israel. Somente a tribo de Judá permaneceu leal à dinastia de Davi".1 Reis 12:20

Estava, pois, o reino dividido entre o Reino do Norte, também chamado reino de Israel, formado por 12 tribos rebeladas e o Reino do Sul, chamado reino de Judá.

Mas o que esta história tem a nos revelar, ainda nos dias de hoje? 
O que me chamou a atenção foi o fato de Roboão, sucessor de Salomão, rejeitar a sua liderança mais experiente que o aconselhou a amenizar o fardo sobreposto ao povo.

Ao contrário, preferiu dar ouvido aos conselhos dos amigos, jovens que o serviam.

O resultado foi desastroso porque cindiu o reino entre o do Norte e o do Sul e, ainda, Jeroboão levou o seus súditos à idolatria.

O reino do Norte experimentou o governo de várias dinastias, prosperou, mas, finalmente, sucumbiu.

Na verdade, nenhum reino dividido subsistirá por muito tempo. Nenhum povo ou agremiação permanecerá firme enquanto seus líderes se debatem.

Renegar conselho dos mais experientes como fez Roboão, resultou em graves consequências que perduram até hoje.

A pacificação de um reino só será possível com o diálogo sincero, honesto e inteligente. 

Tudo, porém, deve ser colocado sob constante oração e submissão à vontade do Deus soberano das nações.

E que Deus te abençoe.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Sedentos não saciados

Você já imaginou ficar um, dois, três ou quatro dias sem beber uma única gota de água? Qual seria a reação do seu organismo? Imagino que você ficaria, em primeiro lugar, com a boca ressecada. Depois passaria por um período de ansiedade e ávido por uma dose de líquido para aliviar as primeiras impressões. Em seguida enfrentaria um processo gradual de desidratação e suas inevitáveis consequências. Certamente seus órgãos vitais começariam a sentir a falta do precioso líquido e deixariam de funcionar. E, se o jejum de água se prolongasse, o certo é que você ou qualquer outra pessoa sob a mesma experiência iria a óbito. Trágico não? Pois bem! O exemplo imaginário acima nos leva a uma não menos trágica conclusão: muita gente se encontra nesse processo de desidratação. Como isso ocorre, então? Vou exemplificar. Jesus, em certa ocasião, teve um encontro com uma mulher samaritana à beira de um poço chamado fonte de Jacó, localizado na cidade de Sicar. Depois de uma jornada, cansado da viagem, nada melhor do que assentar-se junto à fonte para um descanso. Porém, ali chegou uma mulher samaritana para tirar água. Era o costume daquela gente abastecer-se periodicamente daquela água. Jesus iniciou um diálogo com aquela samaritana (se bem que não era costume o judeu comunicar-se com um samaritano). E disse-lhe: "Dá-me de beber". A inevitável resposta da mulher foi bem assim: "Como sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?" O diálogo prossegue, tendo Jesus falado com a samaritana de uma água que Ele poderia lhe dar e que dela bebendo jamais teria sede. E, assim afirmou: "Quem beber desta água (do poço) tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna." De imediato, a mulher lhe pediu: "Senhor! Dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água." Até nesse momento a mulher não tinha compreendido de qual água o Mestre estava falando, mas, no final do encontro ela o reconheceu como Senhor e profeta. Linda história que revela importantes lições acerca da vida eterna. Muitas pessoas estão sedentas porém não conseguem ser saciadas da sua sede. E a razão é muito simples: estão a beber da água que não pode saciar. Uns bebem do precioso líquido indispensável à saúde física. E todos dele necessitamos para não nos encontrarmos na situação de desidratação referida no início deste artigo. Porém, muitos se afogam nas bebidas fermentadas não se saciando com elas, indo para as destiladas (fortes) sem se darem conta de que jamais serão saciados. Outros, como último recurso, se embriagam na mistura das duas, porém, continuam sedentos. Vivem como a samaritana da história, sempre voltando à fonte, ao poço, sem, contudo, encher-se definitivamente. Não conseguem saciar-se da sede, por isso, entram por um círculo vicioso. Enquanto isso, não dão conta de que, lentamente, estão se desidratando. Estão se privando da verdadeira água que jorra da fonte eterna. Ainda que os seus órgãos vitais já não estejam correspondendo e sinalizando a ausência da água que dá vida, muitos, preferem recorrer ao poço de Sicar, não para encontrar com Jesus, mas para manterem-se na sua rotina. Beber, beber, e nunca estar saciado. Mas, ainda hoje, a mensagem de Jesus vem de encontro aos necessitados. Ele disse: "A água que lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna". Você quer saciar-se da sua sede eternamente? Quer fazer uma experiência com Jesus, e pedir-lhe: Senhor, dá-me dessa água para que eu não tenha mais sede. Ou você prefere manter-se no ciclo vicioso de socorrer-se da fonte de Sicar e nunca se saciar? Jesus foi ao encontro da mulher samaritana (o que não era muito aceitável em se tratando de um judeu) e Ele quer ir ao seu encontro, hoje mesmo. O meu desejo é que você beba da fonte eterna para jamais ter sede. E que Deus te abençoe nesta decisão.  






sábado, 15 de setembro de 2018

Vaidade, tudo é vaidade

"Palavra do Pregador, filho de Davi, rei de Jerusalém: Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?" (Livro do Eclesiastes, capítulo 1, versos 1-3)

O Livro de Eclesiastes nos oferece uma grande oportunidade de reflexão sobre o que pensamos da vida e o que esperamos dela. Daí, podermos passar por duas vertentes: ou nos tornamos demasiadamente pessimistas ou nos enchemos de esperança e fortalecemos o nosso melhor conceito sobre a vida. O livro de Eclesiastes foi escrito, conforme tradicionalmente se tem sustentado, por um homem que destilou sabedoria e ostentou riquezas e que bem poderia se satisfazer delas, mas, ao final da vida, concluiu: "De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más."(Cap. 12, versos 13 e 14). Isso quer dizer que, se nos apoiamos no esforço humano e se as perspectivas sobre a vida se nos apresentam sob a ótica de meros humanos, o certo é que haveremos de perder completamente o significado da vida. Por outro lado, se reconhecemos que somos limitados e cremos que existe um Deus que arquitetou todo o universo, incluindo nós, e magistralmente sustenta a todos, e, ainda, se a Ele dedicamos a nossa fidelidade e reconhecimento, certamente passaremos a ter uma visão diferenciada da vida, nos fartaremos de esperança e motivação. Parece simples, não é? De fato, o entendimento é simples mas o que nos falta para chegar a esse nível de conhecimento acerca da vida e de Deus a ponto de nos fartarmos das sua benesses, deixando de lado todo pessimismo que, vez ou outra, nos assalta? O que nos falta é a sabedoria. A falta de sabedoria, traduzida em ações, pode destronar reis, abater o soberbo, reduzir a nada poderosos, fracassar lideranças e, em última instância, levar à ruína moral e espiritual. Tiago, apóstolo do Senhor Jesus, sobre sabedoria, assim concluiu:  "Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida" (Tiago 1:5).  Portanto, é necessário que nos desapeguemos da vaidade das possessões, da vaidade da sabedoria humana, da vaidade do trabalho, observando que, na vida, tudo tem o seu tempo ( até mesmo do esmerar-se no trabalho), da vaidade das riquezas, etc. Necessário, também, que tenhamos moderação em tudo, não fazendo votos precipitados e nem sendo insubmissos às autoridades. A prudência deve nortear toda e qualquer ação do sábio. Disputas vãs de posição ou prestígio, ao final, nada se aproveitará. O tempo passa e, à medida que envelhecemos, nos convencemos mais e mais de que TUDO é vaidade. A formosura se esvai, as forças diminuem, o prestígio acaba, o "grande saber" se traduz em loucura, a alegria da juventude passa e com ela o contentamento dos dias. Somente a sabedoria de Deus, aquela vinda do alto, é capaz  de transmudar o coração e a mente daquele que teme ao Senhor e guarda os seus mandamentos. Este, saberá com a ajuda do altíssimo, esquadrinhar os próprios pensamentos refutando qualquer sentimento de pessimismo em troca da alegria de um real significado do viver. Quem abre uma cova, nela cairá e quem arranca pedras será maltratado por elas, diz o pregador. Para concluir, penso que o melhor que podemos fazer é olhar para trás e averiguar, como que olhando pelo retrovisor, o que fizemos ou deixamos de fazer; se nossas ações foram pautadas pela sabedoria humana, pelo egoismo, pela vaidade inútil ou se pautadas na sabedoria que vem do alto. Reflitamos, desde já sabendo: tudo é vaidade. E que Deus tenha misericórdia de todos nós. Pb. Hely 

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Não sejais cúmplices

O texto básico da meditação de hoje está registrado na Carta de Paulo aos Efésios, capítulo 5, verso 11 , ipsis litteris: 

"E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as".

O versículo está advertindo os seus leitores acerca do perigo de se tornarem cúmplices nas obras infrutíferas das trevas, tendo como trevas o oposto da luz. Ou seja: tudo o que provem das trevas não procede da luz. Aliás, a luz é que torna manifesta aquilo que foi produzido em oculto.
E mais, Deus é luz e todos os que procuram fazer a vontade dEle, certamente está na luz não podendo, de modo algum, compactuar com aquilo que provém do maligno ou das trevas. 
O apóstolo Paulo faz um comparativo entre o fruto da luz e as obras das trevas, sendo as obras das trevas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça. Continua para enumerar a conversação torpe, palavras vãs, cousas inconvenientes;  por outro lado, enumera como fruto da luz: toda bondade, justiça e verdade.
Pois bem! Estamos diante de duas possibilidades, a saber: procurar cumprir a vontade de Deus e o propósito para o qual fomos criados ou tornar-nos cúmplices nas obras das trevas que caracterizam todo aquele que nega a necessidade de buscar a presença de Deus em sua vida e, assim, andar como verdadeiro imitador dEle.
O momento está muito propício para cairmos na armadilha da cumplicidade nas obras das trevas. O consumismo desenfreado, as crises econômicas, o momento político, as propostas de "salvação da pátria", os acordos e conchavos, o egoismo e o individualismo, as "ideologias", tudo, estão escancarados à espera do incauto cúmplice. 
Os radicais do desconstrucionismo, por sua vez, não suportam ouvir acerca do que provém da luz, uma vez que, obscurecidos no entendimento, o que lhes interessa é o prazer nas coisas terrenas pelo que dispensam qualquer reflexão sobre as propostas de Deus para solução dos anseios da alma.
Assim, embarcar na cumplicidade nas obras das trevas é possibilidade que se equilibra na "corda bamba" podendo a qualquer descuido cair na cilada dos transgressores.
O apóstolo, conhecedor de tal possibilidade, no verso 17 assim o diz: 
"Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor". 

O momento é de reflexão. De que lado estamos? Estamos produzindo o fruto da Luz ou estamos na cumplicidade nas obras das trevas?
Espero que estejamos firmados em Deus de modo que toda a nossa obra seja digna de verdadeiros imitadores de Deus.
E que Deus nos guarde em tudo. Amém.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Metamorfose


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O dicionário da língua portuguesa assim define: Metamorfose significa mudança,  a transformação de um ser em outro. De uma forma em outra. 
No sentido figurado metamorfose é a mudança considerável que ocorre no caráter, no estado ou na aparência de uma pessoa. 
É a transmutação física ou moral.

Temos, assim, uma definição clara e nítida daquilo que possa ser metamorfose. Porém, a pergunta mais intrigante e desafiadora é saber quando essa transformação ocorre e como ela pode ser percebida. Certamente isso não é tarefa do dicionário! Por isso nosso objetivo é focar no tema buscando uma rápida reflexão, com especial destaque para a definição no sentido figurado,  a metamorfose que atinge o caráter  e o moral de uma pessoa.
A título de facilitação da compreensão da pergunta e sua resposta, aproprio-me do ensino do grande mestre, Jesus, conforme registrado no evangelho de Lucas 6, que diz:

 "Não existe árvore boa produzindo mau fruto; nem inversamente, uma árvore má produzindo bom fruto.Pois cada árvore é conhecida pelos seus próprios frutos. Não é possível colher-se figos de espinheiros, nem tampouco, uvas de ervas daninhas. Uma pessoa boa produz do bom tesouro do seu coração o bem, assim como a pessoa má, produz toda a sorte de coisas ruins a partir do mal que está em seu íntimo, pois a boca fala do que está repleto o coração". 
(Bíblia Sagrada - You Version)

Pelo texto, conclui-se que a ordem natural das coisas é que cada um produz aquilo que lhe é nato. Ou seja, se a sua natureza é ruim, o certo é que você vai produzir coisas ruins. E mais, pelo fruto que cada um produzir, por ele será conhecido. Até aqui desafiadora e triste a conclusão, eis que se olharmos para a sociedade, independentemente da sua cultura e padrão de vida, veremos que o fruto por ela produzido não poderá ser considerado bom. Espere! Explico isso. Mesmo as pessoas que aos nossos olhos são pessoas boas e de boa índole, ainda assim, possuem um ranço de corrupção que, se não tratado devidamente, poderá germinar nas piores das atitudes e nos mais repugnantes dos comportamentos. É por isso que, não muito raro, somos surpreendidos pelos programas policiais noticiando fatos cruéis cujos autores jamais poderíamos imaginar. É o ranço do pecado (corrupção) brotando para produzir o que lhe próprio. Pois bem! Passemos para a resposta da primeira parte da pergunta: quando ocorre a metamorfose? Se, naturalmente somos imperfeitos no caráter e no moral, teremos de morrer assim? Lógico que não. Há real possibilidade de aperfeiçoamento. O elemento transformador é o evangelho segundo revelado a nós de maneira clara e simples. Há real possibilidade de libertação. A escritura sagrada mesmo afirma: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Não é necessário que vivamos o tempo todo disseminando as mazelas com as quais convivemos desde o nosso nascimento. Em determinado momento isso pode ser rompido para raiar dentro de nós algo bem mais precioso, fruto de um coração quebrantado, compungido e transformado. Podemos afirmar com cristalina certeza que Jesus é o Caminho! Jesus é a Verdade. Jesus é a Vida! Onde há vida há transformação. Ele mesmo (Jesus) disse em certa oportunidade: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância". A palavra da verdade, sob o poder extraordinário do Espírito Santo pode operar essa tão necessária metamorfose na vida de todos quantos aceitarem a Jesus como seu único e fiel salvador. Portanto a resposta mais simples à primeira parte da pergunta é: A metamorfose que atinge o caráter e o moral de uma pessoa acontece com o novo nascimento. E para que não paire qualquer dúvida quanto ao significado de novo nascimento é bom deixar claro que a bíblia o define como o momento que alguém passa da morte para vida, ou seja, alguém que estava morto espiritualmente e, agora, renasce para a vida. Jesus, certa vez encontrou com um homem chamado Nicodemos. A ele Jesus disse: "importa-vos nascer de novo". Não um nascimento da carne e do sangue mas um nascimento da água e do espírito. O apóstolo Paulo tratando sobre regeneração com os cristão de Éfeso, assim escreve: "Estando nós mortos em nossos delitos, Deus nos deu vida juntamente com Cristo", sendo, portanto, a regeneração o ato de Deus pelo qual dá vida espiritual a pessoas que estavam espiritualmente mortas. É a metamorfose ou mudança: da morte para a vida. E agora, passemos para a segunda parte da pergunta: como ela, a metamorfose,  pode ser percebida? O apóstolo Paulo, ainda, escrevendo aos crentes da igreja de Corinto assim diz: "E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas." Que mistério é esse? Eu disse mistério e não ministério. Mistério no sentido de não podermos compreender, dada as nossas limitações, o alcance e a importância dessa transformação. É por isso que muitos zombam do evangelho. É por isso que muitos zombam de Deus. É por isso que o apóstolo Paulo afirmou ao escrever à igreja de Corinto: "Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão sendo destruídos, porém para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus.Porquanto está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos homens cultos”. A transformação (metamorfose) portanto é percebida pelo fruto do Espírito presente na vida daqueles que passaram pela regeneração que, em última análise, é uma espécie de criatura nova. Uma planta carcomida pela ação do sol pode perfeitamente se restaurar e se transformar em uma nova planta, viçosa e bonita, desde que cuidada e regada diariamente. O agricultor sabe muito bem dessa prática e de seus resultados. O ser transformado pela ação do Espirito Santo de Deus, também, reconhece a sua situação de pessoa regenerada. Nós conhecemos todo aquele que é regenerado e nascido de novo, conhecendo, também, os frutos produzidos a partir desse novo nascimento. As cousas velhas já passaram. Eis que se fizeram novas. Conclusão: Não nos basta sermos reconhecidos como pessoas boas e cumpridores dos nossos compromissos. Nos é necessário a metamorfose que é a transformação que só o Espírito Santo de Deus pode produzir em nós. Assim, seremos pessoas novas, regeneradas, não acomodadas com o aquilo que temos feito ou deixado de fazer mas, ávidas pela santificação de vida. Finalmente, te desafio a fazer uma reflexão interna para saber se você já passou por essa tão gloriosa metamorfose. E que Deus nos abençoe. Pb. Hely













domingo, 10 de junho de 2018

VIGIEMOS


”Mas, ao retornar à presença dos seus discípulos os encontrou
 dormindo e questionou a Pedro: “E então? Não pudestes vigiar comigo durante uma só hora?
Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. 
“O espírito, com certeza, está preparado, mas a carne é fraca”. …(Bíblia Sagrada)

Os versículos acima fazem parte do texto registrado no evangelho de Mateus 26. Relata o texto que Jesus, na noite que foi traído, estava no Getsêmani com os seus discípulos. O ânimo de Jesus era de agonia, pois bem sabia que era chegado a sua hora. Algumas horas depois seria preso, levado diante das autoridades religiosas, entregue nas mãos de Pilatos, crucificado, morto e sepultado. Jesus, então, separadamente, pôs-se a orar. Mas, voltando da oração, encontrou seus discípulos dormindo, pelo que os indagou dizendo:

“Não pudestes vigiar comigo durante uma só hora?” 

Talvez não tivessem os discípulos dado conta da gravidade da situação.Vejam: o Mestre, aquele com quem caminhavam durante algum tempo, agora, prestes a ser entregue nas mãos de Pilatos, a caminho da crucificação e eles dormindo como se nada estivesse por acontecer. Diz o texto, ainda, que pela terceira vez Jesus se retirou para orar e, voltando, encontrou-os outra vez dormindo. Então voltou para eles e lhes disse: ““Ainda dormis e descansais? Eis que a hora é chegada! Agora o Filho do homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. “…. Pois bem! Essa foi a atitude dos discípulos diante da realidade dos seus dias. E hoje, será que não estamos vivenciando algo parecido? Pessoas não estão descansadas quanto à grave realidade espiritual por que passa essa geração? Nem mesmo se dão conta de abster-se dos entretenimentos eletrônicos nos momentos que deveriam ser dedicados ao culto solene, indo ao absurdo de consultarem a internet e atender a chamados telefônicos no ambiente e no momento de culto. Daí repetir-se a pergunta que Jesus fez aos seus discípulos: 

“Não podeis vigiar comigo uma só hora?”

Não será possível desligar o mimo de estimação (celular) uma só hora enquanto se presta culto a Deus? Será que a pessoa que está do outro lado da linha merece a preferência da nossa atenção e, quem sabe, da nossa adoração? É preocupante saber que o momento de culto solene onde deveria pairar o clima da mais alta contrição e reverência tem se tornado, muitas vezes, palco de exposição e entretenimento de pessoas. E, por mais corretos que sejamos na nossa conduta, ninguém, de sã consciência pode afirmar que numa ou outra ocasião não tenha se portado de forma inconveniente no culto. Por isso, devemos vigiar para não cair na tentação do vício tecnológico, se possível, deixando nossos aparelhos em casa ou desligados no momento que devemos dedicar exclusiva atenção ao nosso Deus. Enquanto não nos conscientizarmos da gravidade de tal deslize, certamente, seremos presas fáceis do vício tecnológico. E que Deus tenha misericórdia de todos nós!


 ”Mas, ao retornar à presença dos seus discípulos os encontrou dormindo 
e questionou a Pedro:
“E então? Não pudestes vigiar comigo durante uma só hora?
Vigiai e orai, para não cairdes em tentação.
“O espírito, com certeza, está preparado, mas a carne é fraca”. …(Bíblia Sagrada)

Os versículos acima fazem parte do texto registrado no evangelho de Mateus 26. Relata o texto que Jesus, na noite que foi traído, estava no Getsêmani com os seus discípulos. O ânimo de Jesus era de agonia, pois bem sabia que era chegado a sua hora. Algumas horas depois seria preso, levado diante das autoridades religiosas, entregue nas mãos de Pilatos, crucificado, morto e sepultado. Jesus, então, separadamente, pôs-se a orar. Mas, voltando da oração, encontrou seus discípulos dormindo, pelo que os indagou dizendo: 

“Não pudestes vigiar comigo durante uma só hora?” 

Talvez não tivessem os discípulos dado conta da gravidade da situação. Vejam: o Mestre, aquele com quem caminhavam durante algum tempo, agora, prestes a ser entregue nas mãos de Pilatos, a caminho da crucificação e eles dormindo como se nada estivesse por acontecer. Diz o texto, ainda, que pela terceira vez Jesus se retirou para orar e, voltando, encontrou-os outra vez dormindo. Então voltou para eles e lhes disse:

 ““Ainda dormis e descansais? Eis que a hora é chegada! Agora o Filho do homem
 está sendo entregue nas mãos de pecadores. “…
.
Pois bem! Essa foi a atitude dos discípulos diante da realidade dos seus dias. E hoje, será que não estamos vivenciando algo parecido? Pessoas não estão descansadas quanto à grave realidade espiritual por que passa essa geração? Nem mesmo se dão conta de abster-se dos entretenimentos eletrônicos nos momentos que deveriam ser dedicados ao culto solene, indo ao absurdo de consultarem a internet e atender a chamados telefônicos no ambiente e no momento de culto. Daí repetir-se a pergunta que Jesus fez aos seus discípulos:
“Não podeis vigiar comigo uma só hora?”

Não será possível desligar o mimo de estimação (celular) uma só hora enquanto se presta culto a Deus? Será que a pessoa que está do outro lado da linha merece a preferência da nossa atenção e, quem sabe, da nossa adoração? É preocupante saber que o momento de culto solene onde deveria pairar o clima da mais alta contrição e reverência tem se tornado, muitas vezes, palco de exposição e entretenimento de pessoas. E, por mais corretos que sejamos na nossa conduta, ninguém, de sã consciência pode afirmar que numa ou outra ocasião não tenha se portado de forma inconveniente no culto. Por isso, devemos vigiar para não cair na tentação do vício tecnológico, se possível, deixando nossos aparelhos em casa ou desligados no momento que devemos dedicar exclusiva atenção ao nosso Deus. Enquanto não nos conscientizarmos da gravidade de tal deslize, certamente, seremos presas fáceis do vício tecnológico. E que Deus tenha misericórdia de todos nós!