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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

É chegada a colheita


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"Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.

Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores."


A Bíblia Sagrada é, sem dúvida, a Palavra de Deus. E, sendo a Palavra de Deus, tem o seu propósito conforme registro do apóstolo Paulo: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver; a fim de que todo homem de Deus tenha capacidade e pleno preparo para realizar todas as boas ações." ( II Timóteo 3: 16). Característica singular da Palavra de Deus é a sua sempre atualizada mensagem porque proveniente de um Deus atemporal cuja existência ultrapassa qualquer conceito de inteligência e compreensão humana. Somos finitos no tocante aos nossos conceitos e compreensão das coisas deste mundo mas o nosso Deus não é medido pelo tempo. Afinal, Ele é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim de todas as coisas. Pois bem! Ditas estas coisas adentremos ao que nos interessa neste momento de reflexão. O texto acima, do apóstolo Paulo, movido pela inspiração do Espírito Santo, com objetivos claros e definidos de instruir o jovem Timóteo, filho na fé, é um texto que supera vários séculos para ser aplicado nos dias de hoje, como um par de luvas bem ajustado nas mãos de alguém. Refiro-me aos inumeráveis acontecimentos no Brasil e mundo afora, tendo como protagonistas da história homens avarentos, desafetuosos,  amantes do dinheiro, arrogantes, mentirosos, enganadores. Tais homens, inescrupulosos e sem limites nas suas ambições, maquinam o mal a ponto de atrair muito sofrimento sobre milhares e milhares de compatriotas, se é que se espera que tais homens possam ser considerados patriotas. Jamais observaram o texto sagrado acima e, muito menos, estão dispostos a submeterem-se à autoridade do texto proveniente do próprio Deus que o inspirou. Vejam: somos advertidos, a exemplo de Timóteo, a nos contentarmos com o necessário para viver, sabendo que para este mundo nada trouxemos e dele nada levaremos. Este modelo nos induz a um comportamento melhor no trato com as riquezas deste mundo.Quem o aceita, possuindo bens, certamente estará disposto a trabalhar honestamente para aumentar mais sua riqueza, contudo, seu objetivo sempre será o bem do próximo. O que vemos, no entanto, é exatamente o oposto. A ambição desenfreada tem levado homens dotados de autoridade sobre um povo sofrido e espoliado, a se entregarem a todo tipo de ilicitude para multiplicar suas riquezas com resultados catastróficos sobre a vida dos mais pobres, dos humildes e dos trabalhadores honestos. O texto se aplica muito bem pois "os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína".  Muitos até se dizem conhecedores da Palavra de Deus, tendo sido eleitos por uma parcela de eleitores, também, conhecedores da palavra de Deus, agora, decepcionados com o voto que deram.  É certo: "o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores."  É por isso que nos decepcionamos com tais homens, antes eleitos com muito crédito e, agora, envoltos num lamaçal sem precedentes. Mas as dores estão às portas. No início, leves perturbações, depois, intensas cólicas. A colheita é chegada para aqueles que plantaram corrupção e miséria neste país. Certamente, o mesmo Deus que inspirou o apóstolo, que a tudo vê e sustém, fará justiça. Por isso, para os que ainda alimentam no coração a esperança no Deus único e verdadeiro, provedor, sustentador mas, também, JUSTO, advirto-os com as palavras do apóstolo:  " Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão".(1 Timóteo 6:11). E que Deus tenha misericórdia desta nação. Presbítero Hely.

sábado, 8 de outubro de 2016

Sua família vai bem?


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"Decorridos o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração. Assim o fazia Jó continuamente."  (O Livro de Jó, capítulo 1, verso 5)


Quando lemos o livro de JÓ ficamos maravilhados com a capacidade de resistência desse personagem bíblico chamado Jó. Podemos destacar como tema central do livro: Jó, um exemplo de paciência nas aflições.
O primeiro capítulo destaca a virtude de Jó, homem íntegro e reto, temente a Deus e que sempre se desviava do mal. Possuía muitos bens e muitos filhos pelo que denotava ser um homem rico e próspero. Era feliz com seus filhos em constantes banquetes e, por ser um homem temente a Deus, exercitava uma virtude muito rara nos dias de hoje. Ele orava em favor dos seus filhos nas madrugadas e os santificava a Deus. Até que veio as aflições para aferir a sua paciência. Perdeu bens e filhos. A enfermidades se apoderaram do seu corpo e a dor que sentia era muito grande a ponto de num ato de desespero amaldiçoar o dia do seu natalício. "Disse Jó: Pereça o dia em que nasci e anoite em que se disse: Foi concebido um homem!" A história de Jó não termina assim. Depois de exaustivas provações ele recupera tudo que perdera. Nas provações e sofrimentos ele sabia quem era seu Redentor. E mais, ele sabia que seu Redentor vive. Isso está retratado na confissão que fez no capítulo 42 do livro: "Então, respondeu Jó ao Senhor: Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado." Deus, por sua vez mudou a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o Senhor deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuía. Bens, filhos, saúde. Tudo Restaurado. Nova vida. Uma linda história para ser lida, vivida e revivida, porém, o que mais me chamou atenção nesta oportunidade de leitura foi o fato de Jó, antes de todas as provações pelas quais passou, colocar diariamente seus filhos na presença de Deus. Por eles orava de madrugada e os santificava a Deus. Uma atitude rara, repito, para os dias de hoje. É que os pais, na sua grande maioria tem se preocupado com a boa formação dos seus filhos, oportunizando-lhes a melhor educação formal; tem dado aos filhos o melhor em termos de tecnologia e bens de consumo. No entanto, tem negligenciado aquilo que Jó não negligenciou. Poucos tem percebido ou dado conta da importância do preparo espiritual e devocional dos seus filhos. O resultado de tudo isso se revela no descompromisso de grande parte dos filhos com Deus. Deus não tem lugar na vida deles. Prazeres e mais prazeres é o que querem. Por isso pergunto-lhe: como vai sua família? O que você espera da vida espiritual de seus filhos? Em tempos de provações e lutas qual seria a sua conduta. De desespero ou de confiança em Deus? Medite nisso. E que Deus tenha misericórdia de todos nós. Pb.Hely




terça-feira, 4 de outubro de 2016

Há Esperança


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Os momentos de crises e dificuldades são experiências que nos levam a exercitar a nossa fé e esperança de dias melhores. Sem dúvida o mundo está em crise! Basta observar os noticiários para aferir o tamanho e a profundidade da crise que o mundo experimenta. Em época de eleições municipais, cada cidade tem o privilégio de eleger os seus representantes no legislativo e no executivo. Todos querem o melhor para a população já tão desanimada e sofrida pelos duros golpes da corrupção, do descaso com o patrimônio público, dos acordos políticos escusos e de tantos outros trazidos à luz nestes últimos anos. Pois bem! As eleições estão aí em andamento em grande parte do país. Muitos já foram eleitos e outros esperam o segundo turno das eleições. Este processo democrático de eleger representantes reaviva a esperança do eleitor. Porém, saliente-se: a esperança em homens e mulheres, políticos ou não,  muitas vezes  é frustrante. Não podemos depositar toda a nossa esperança no homem, naturalmente corrompido pelo pecado, a menos que estejamos dispostos a entender e aceitar que mais cedo ou mais tarde venhamos a nos decepcionar. A Bíblia relata a história de um homem íntegro e temente a Deus que experimentou toda sorte de provações e dificuldades. Tendo perdido bens e família, manteve-se firme na esperança de dias melhores, sabendo que a sua esperança não estava nos homens mas em Deus. Jó o servo do Senhor, mesmo temente a Deus, transitou em duas situações: ora confiante nas promessas de Deus, ora em crise e lamentos. Alguém porém, lhe dirigiu as seguintes palavras:  “Sentir-te-ás seguro, porque haverá esperança; olharás em derredor e dormirás tranquilo”. Certamente quem se encontrava transitando pelos sentimentos de angústia e desolação ouvir uma sentença como esta sentir-se-ia como um itinerante do deserto que se maravilha com a possibilidade de saciar-se com as cristalinas fontes de águas. Por outro lado, nos deparamos com uma outra sentença:"Mas os olhos dos ímpios fenecerão e em vão procurarão refúgio; o suspiro da morte será a esperança que terão".  Não devemos de forma alguma nos deleitar com a desesperança dos ímpios; antes, devemos exercitar em relação a eles as virtudes mais nobres recomendadas a todo cristão:  amor e misericórdia. Lembremos, finalmente: devemos ter esperança somente em Deus, através de Jesus Cristo, na sua justiça Divina, na Salvação e na vida eterna, na glória de Deus que cumpre suas promessas em sua Palavra. O mundo se apoia nas coisas, nas pessoas e nas suas estruturas; nós, porém, nos apoiamos em Deus, crendo que escolhemos a melhor parte. E que Deus tenha misericórdia de nós. Hely


terça-feira, 13 de setembro de 2016

O Primeiro Mandamento


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Estou estudando com meus alunos o Breve Catecismo de Westminster com o objetivo de reavivar na memória os tempos de Escola Dominical quando tivemos a oportunidade de receber os primeiros ensinos dos catecismos, pergunta por pergunta, resposta por resposta. Mais do que reavivar a memória, objetivamos, também, aferir se estamos ou não, agora, na fase mais experiente da vida, afinados com o ensino da Palavra de Deus. No próximo domingo, 18/09, estaremos tratando das perguntas e respostas 45 a 52. Essas perguntas tratam sobre o primeiro mandamento. Vejam a pergunta 45: "Qual é o primeiro mandamento?" A reposta diz o seguinte: "Não terás outros deuses diante de mim." Êxodo 20:3. A pergunta 46, por sua vez, é a seguinte: "Que exige o primeiro mandamento?" A resposta vem a seguir: "Conhecer e reconhecer a Deus como único Deus verdadeiro e nosso Deus, e como tal adorá-lo." Pois bem! Reavivada está na memória o ensino mas uma reflexão se faz necessária. Como estamos vivenciando esse mandamento do Senhor? Outros deuses não tem ocupado o lugar do Deus Verdadeiro nas nossas vidas? Talvez alguém poderia me responder assim. É claro que não! Tenho como único Deus da minha vida o Deus da bíblia, o Deus que meus pais me apresentaram quando, ainda, era eu criança. E a nossa adoração como tem sido? E a resposta, talvez, seria assim: vou à igreja nos finais de semana e adoro como tenho adorado em toda a minha vida. Aprofundemos, portanto, a nossa reflexão. Se não priorizarmos a vida com Deus, deixando que as preocupações deste mundo solapem toda a nossa energia e consuma todo o nosso tempo, certamente estaremos substituindo o nosso Deus. Na prática Deus é substituído por muitas  e muitas outras atividades que assumimos diariamente e nossas energias para devotarmos a Ele o louvor e a honra merecidos, essas passam a não existir. Chegamos diante d'Ele exaustos e consumidos. E, talvez, nem mesmo nos finais de semana encontramos forças para nos reunir na assembleia do santos para a devida adoração. Preferimos repousar o corpo um pouco mais para desgastá-lo nas próximas atividades que se nos esperam. Ainda, indagamos: temos adorado o Deus Verdadeiro como tal? A verdadeira adoração passa pelo conhecer, reconhecer esse Deus como único Deus. A conclusão, portanto, é a seguinte: se falhamos no primeiro quesito certamente falharemos no segundo. Se substituímos o Deus Verdadeiro por outros deuses, certamente deixaremos de adorá-lo da maneira correta, E quem sabe, estar ou não na casa de Deus, pouca diferença fará; estar ou não em família em sintonia com Deus, pouco importará; testemunhar no trabalho o Deus verdadeiro, disso não me ocuparei. A minha oração neste momento é no sentido de clamar misericórdia ao Deus Todo-Poderoso para que nos sustente e nos faça firmes diante de tantas oportunidades de negação do devido reconhecimento e adoração ao Deus, Único, Verdadeiro e Santo. E que Deus tenha misericórdia de todos nós. Pb. Hely

quarta-feira, 23 de março de 2016

Um recomeço com Deus

O Brasil está estarrecido com as constantes e sempre surpreendentes notícias de corrupção que contaminou todos os segmentos da sociedade brasileira. Sem dúvida, até de onde a gente menos esperava tem surgido notícias de corrupção.  A corrupção sempre existiu, é verdade, mas nos últimos anos esta praga tem se transformado em um gigante, aos olhos humanos, difícil de ser combatido. Me lembro, agora, da história bíblica da luta do pequeno Davi com o gigante Golias, inicialmente tida como desproporcional, tendo como protagonizadores, de um lado, o pequeno e despreparado Davi e, de outro lado, o equipado e forte Golias. Parecia inútil o intento de Davi diante do gigante pois a luta parecia como que de resultado já contado. Nenhuma chance para Davi. O que ninguém esperava, no entanto, aconteceu: Davi derrotou o Golias. Na verdade Deus é quem venceu Golias concedendo a Davi toda força e destreza que o momento requeria. Em tempos de crise, o que primeiro nos vem à mente é o desespero do incerto resultado, especialmente em razão de as circunstâncias e as barreiras se tornarem gigantescas diante de nós. Assim, nos sentimos pequenos e frágeis com experimentos de angústia, tristeza e desânimo. Esse, é o quadro mais provável quando nos encontramos no foco de uma crise, seja ela financeira, espiritual, emocional ou vocacional. Paradoxalmente, na crise real brasileira, o gigante (Brasil) é que se encontra intimidado diante do também grande inimigo, porém, menos poderoso chamado corrupção. Digo menos poderoso porque somos uma nação de proporções gigantescas, com território continental, terras produtivas, excelentes recursos hídricos. Terra de povo trabalhador, embora, cantado em verso e prosa, como povo preguiçoso. E, acima de tudo, uma nação relativamente evangelizada, com mais de trinta milhões de evangélicos.  Os que mais me intriga, no entanto, é a razão de tanta corrupção e até quando haveremos de conviver com ela? Nos bastidores da política é quase certo que ela jamais acabará. Nos demais segmentos da vida brasileira, é possível que a mesma seja controlada, não extinguida. Há porém uma esperança! Assim como na história do rei Davi, pequeno diante do gigante Golias, Deus proveu os recursos para que a batalha fosse vencida, assim, de semelhante modo, ao depararmos com tamanho desafio, precisamos confiar em Deus.  Ele  tem a chave  do recomeço de uma sociedade mais justa e honrada. Somos um gigantesco país que não poderá se curvar diante desse mal (corrupção). Sejamos fortes pela força do nosso Deus. E que Deus tenha misericórdia de nós.

sábado, 27 de junho de 2015

Que tempo é esse?

Não me considero velho ou ultrapassado mas experiente o suficiente para fazer algumas reflexões: acabo de ver a Seleção Brasileira ser desclassificada pela Seleção Paraguaia, dando adeus à competição "Copa América" que se desenvolve em território Chileno. Há alguns anos atrás, quando a Seleção Brasileira entrava em alguma disputa oficial ou mesmo num jogo amistoso de maior relevância, o Brasil parava. Órgãos públicos e empresas privadas liberavam seus funcionários e empregados algumas horas antes do horário do jogo por amor e paixão pelo esporte que consagrou o país em todos os cantos do planeta, levando-o a ser identificado como o "pais do futebol", de tantas glórias e vitórias. Craques, na verdadeira acepção da palavra, tínhamos em todos os rincões do solo brasileiro. Daí, a paixão que nutria os brasileiros pelo esporte mais popular que tanto destacou a nação brasileira, elevando-a à categoria de pentacampeã. E hoje, será que o interesse pela Seleção Brasileira é o mesmo. Os números e pesquisas dizem que não. Aliás, os brasileiros da nova geração não dão conta de praticar o futebol que outrora assistimos. Contra fatos não há argumento. Futebol à parte, sou do tempo que o respeito pelas autoridades era coisa comum. Lembro-me das diretoras das escolas por onde passei. Elas, quando adentravam às salas de aula, tinham dos alunos toda consideração e respeito. Ficávamos de pé em reverência à sua autoridade. E ai daquele que tivesse a ousadia de conversar no instante da sua preleção. Nesse tempo, também, tínhamos muito respeito pela pátria e seus símbolos. O pavilhão nacional, a bandeira brasileira, era hasteada sob o olhar terno e fixo da meninada para depois se entoar com todo entusiasmo, mesmo que com algumas notas destoantes ou desafinadas, o hino brasileiro, sob forte emoção e arrepios. Ali, nos sentíamos importantes e a pátria era como nossa mãe a exigir respeito e devoção. As autoridades constituídas nos vários níveis de governo gozavam de mais respeito e consideração. Um prefeito, um deputado, um governador ou um presidente, em qualquer lugar, reunião ou solenidade, era destaque da maior importância. Delegados, promotores, juízes de direito, de igual forma, ostentavam o mais alto grau de respeitabilidade. Até os bacharéis, por sua vez, se destacavam entre os demais pelo conhecimento adquirido nas universidades. O pastor, o padre, o líder espiritual de um grupo de religiosos,  era a pessoa em quem seus liderados depositavam as mais altas considerações e respeito. Sou do tempo da reverência à palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Quando meu pai se encontrava na sala em momento de leitura da bíblia, individualmente ou em família, não atrevíamos jamais nos distrair com brincadeiras ou qualquer atitude considerada desrespeitosa ao momento. A leitura da Bíblia exigia a máxima reverência. O momento de culto na igreja era tido como a mais nobre e preciosa das oportunidades. Nossos pais assentavam-se nas extremidades do banco e nós, a meninada, no centro. Assim, era mais fácil supervisionar a todos. E aí daquele que se atrevesse levantar e perturbar a solenidade do culto. Mas hoje vivemos de modo bem diferente daquele tempo. E que tempo é esse? Aquele tempo não volta mais, por isso, já é tempo de parar, refletir, corrigir, resgatar valores, firmar princípios e avaliar conceitos. Por enquanto, fico com a seguinte conclusão: "Éramos felizes e não sabíamos". E que Deus tenha misericórdia de todos nós.  Para refletir: "Quando eu era filho em companhia de meu pai, tenro, e único diante de minha mãe, então ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive." Provérbios 4, versos 3 e 4


terça-feira, 2 de junho de 2015

Quais os valores você transmitirá aos seus filhos?


Family reading

Muito se fala a respeito da transmissão de valores aos filhos. A palavra aqui está ligada a princípios que irão nortear as decisões de nossos filhos. Mais cedo ou mais tarde eles irão tomar decisões, sejam elas importantes ou menos importantes, simples ou complexas. E, a partir de tais decisões, poderão eles serem vistos como pessoas éticas, seguras, inseguras, de sucesso ou fracassadas. E, mais, do ponto de vista moral, poderão eles fazer parte do grupo daqueles que prezam os bons costumes ou se encaixarem no grupo dos inconsequentes, rebeldes e imorais. É bem verdade que todos esses conceitos tem sido relativizados, ou seja, o que é moral para um grupo pode não o ser para outro grupo. Contudo, nós os cristão temos um referencial muito importante que é Bíblia, as Sagradas Escrituras, a Palavra de Deus. Ela sim é o referencial para todas as decisões e comportamentos. A Bíblia está repleta de ensinos sobre a autêntica família, a vida e harmonia no lar, costumes e tradições propícios ao desenvolvimento da personalidade dos nossos filhos. Mas, lamentavelmente, temos visto um grande esforço para a desarticulação da família nos moldes como o próprio Deus a criou. Vejam que a mídia é um forte elemento contrário aos princípios éticos e morais da família quando promove a veiculação de programas imorais que muito podem influenciar a mente dos nossos filhos. Por isso, questiono: quais os valores você transmitirá aos seus filhos? Valores cristãos? Ou você negligenciará o primeiro cuidado a ser observado pelo líder cristão que você é? Lembre-se o maior tesouro que você tem nas mãos são seus filhos. Infelizmente muitos filhos se encontram na condição órfãos de pais vivos que pouca atenção dão áquilo que é mais importante: a transmissão de valores. Influencie seus filhos de maneira positiva, caso contrário, alguém o fará por você. E que Deus tenha misericórdia de todos nós e dos nossos filhos.