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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O País das Bagatelas

Estou profundamente impressionado com o que vem acontecendo no país de todos os brasileiros. O Brasil, sem dúvida, é maravilhoso! Porém, estou com receio de que ele poderá quebrar, ou seja, se tornar inviável sob o ponto de vista econômico e social. Temo que esta  e a próxima geração poderão enfrentar a pior crise já vista neste país. Razão: as investigações e os noticiários dão conta de bilhões de reais indo "pro ralo" em virtude da galopante corrupção que assola este país de Norte a Sul. Estão saqueando o Brasil. A crise se reveste de maior gravidade quando constatamos que a impunidade é a marca registrada em todos os níveis de apuração de delitos desta ordem. Os corruptos e os corruptores estão certos de que nada lhes acontecerá, a exemplo do que vimos com os "mensaleiros" e outros mais. E, quando alguns deles são condenados, a pena imposta não corresponde à justa repulsa do ato praticado. Cito como exemplo: alguém que furta um celular é penalizado com maior severidade do que  aquele que desvia bilhões dos cofres públicos. Enquanto isso, os brasileiros vivem no "pais das maravilhas", pintado e bordado pela mídia nacional. Estão embebecidos pelas novelas e carnavais que não percebem a gravidade do que lhes rodeia. Somos o país das bagatelas. Enquanto a mídia nacional dá destaque para o fato de três jovens, no interior de Goiás, apropriarem-se de uma viatura policial sob seus cuidados em um Lava Jato, e, por brincadeira de mau-gosto, se exibirem nas redes sociais ao volante do veículo e, depois, apresentar os jovens na delegacia para depoimento, concomitantemente, bilhões e bilhões de reais estão escorrendo pelos ralos da corrupção. Obras e mais obras inacabadas apodrecem pelo interior do país em razão da irresponsabilidade de políticos e governantes. A saúde está na UTI. A educação anda  "no vermelho". A segurança, esta, sim, está pior ainda. Ela não existe. Nem mesmo os países em guerra superam a nós em insegurança. E o povo está inerte. As sociedades organizadas estão dormindo. A igreja nada fala, porque não há mais profetas. No tempo dos profetas, estes denunciavam com coragem as mazelas do Rei. A "bola de neve" está crescendo. Escândalos após escândalos são noticiados. Cabe-nos, portanto, abrir os olhos para os grandes problemas que a sociedade brasileira enfrenta porque somos, ainda, o país das bagatelas. Nos ocupamos com pequenas coisas e fechamos os olhos para os maiores desafios. Tratamos as maiores crises na superficialidade e arrochamos o cerco nos pequenos delitos. A lei é dura para os "pequenos" e frouxa para os "nobres". É necessário que, numa última tentativa de mudança, a sociedade se organize. As mudanças deverão vir de baixo, da base,  porque, pelo lado de cima, nada poderemos esperar. Nunca haveremos de esquecer do fato de que Deus tratará, no seu tempo, todas estas injustiças e ai daquele que for encontrado infiel.  E que Deus tenha misericórdia de nós.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Comissão Executiva do Presbitério - 2015

O Presbitério Oeste de Goiânia - POSG esteve reunido nos dias 11, 12 e 13 deste mês para a sua XXXIV REUNIÃO ORDINÁRIA. Muitos assuntos importantes foram tratados na reunião e, na oportunidade, a sua Comissão Executiva para 2015 foi eleita, ficando assim composta: Presidente: Rev. Israel Domingos Pereira; Vice-Presidente: Rev. João de Deus da Silva Santos; Secretário Executivo: Rev. Rubens Ribeiro Cirqueira; 1º Secretário: Presb. Hely de Oliveira Santos; 2º Secretário: Rev. Robson Santana e Tesoureiro: Presb. Celiosmar Marciano de Oliveira.
Pastor Marcos dá posse aos eleitos
Pastor Carlito dá posse ao tesoureiro

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Festa na Roça

 "Oh! Como é bom e agradável viverem
 unidos os irmãos!(Salmo 133:1)



Em Cristo Jesus somos mais que irmãos. Somos uma família que comunga os mesmos ideais de vida, a mesma fé, os mesmos propósitos. Somos alegres e festivos, pois, ao contrário do que muitos pensam, não precisamos de nos aquecer ou mesmo nos animar com a bebida forte ou qualquer outra substância análoga. Nossa motivação está em Cristo e apreciamos estar reunidos com os irmãos. A SEGUNDA IGREJA PRESBITERIANA DE GOIÂNIA, todo ano, inclui na sua programação um evento denominado: "FESTA NA ROÇA". Nenhuma semelhança com as festividades juninas ou julinas tão comumuns na cultura brasileira. Na verdade, no mês de agosto de cada ano, reservamos uma noite festiva para nos encontrarmos em uma chácara. Alguns se vestem com indumentárias típicas do meio rural. Cada família se encarrega de levar um prato de quitandas ou comidas típicas, sendo comum: pamonhas, caldos, doces, pipocas, etc. Na programação inclui-se um momento devocional com a leitura da bíblia e uma breve mensagem. Canta-se muito. Brinca-se muito. Diverte-se muito. O ambiente é o mais saudável possível onde as famílias levam seus filhos, jovens e crianças para se alegrarem na presença de Deus. Vale a pena participar. 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Famílias imperfeitas




Todos nós procuramos alcançar um padrão, um estilo de vida, ou mesmo fazemos ou deixamos de fazer alguma coisa para sermos aceitos e aprovados pelos outros. Individualmente, procuramos aperfeiçoar nossos dons e talentos para sermos vistos como pessoas de sucesso. Isto quer dizer que ninguém almeja o próprio fracasso. As empresas, por sua vez, de acordo com os alvos propostos pelos seus dirigentes, submetem-se aos programas de certificação de qualidade, daí, os conhecidos isos: ISO 2000, 2010, 2012 e assim por diante. É o certificado de qualidade que atesta que uma empresa atingiu um nível de satisfação na sua área de atuação, depois de cumprir ou preencher certos requisitos da certificação. Porém, mesmo atingindo esse almejado grau de certificação de qualidade, vez ou outra, verificamos algum deslize ou dificuldade a ser corrigido. Não há perfeição! Transportando essa ideia para o campo pessoal, temos notado que, também, por mais que nos esforcemos, temos muito por melhorar até atingir um nível razoável de satisfação. Não existe perfeição no homem. Ampliando a mesma ideia para o campo familiar, chegaremos à mesma conclusão que "as famílias não conseguem atingir um padrão de satisfação". Sempre haverá um membro dessa família a fugir do ideal. Isso quer dizer que não há família perfeita. E o pior de tudo é que temos a tendência natural de observar os defeitos da família alheia. Muitas vezes queremos impor à família alheia o padrão que almejamos para a nossa.  É aí que surgem os conflitos. Mas de onde vem a imperfeição familiar?  A bíblia nos informa, através dos seus registros, que a primeira família criada por Deus era perfeita em todos os sentidos. Assim dizem as Escrituras: "Criou Deus, pois o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou: homem e mulher os criou. E Deus os abençoou."  E, ainda: "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom" (Gn 1: 27,28 e 31). Vejam que a primeira família passou pela certificação de qualidade do próprio Deus, por uma simples razão: preencheu os requisitos da certificação em todos os aspectos, quais sejam: físico, moral, intelectual e espiritual. Contudo, por causa da desobediência original, não somente os primeiros membros da perfeita família se tornaram defeituosos em sua essência, mas, todas as famílias da terra, de todas as épocas, de todas as tribos e gerações, se corromperam moral e espiritualmente, cf. Gn 3: 7-24. Diante desta realidade, o que fazer? Devemos reconhecer as imperfeições da nossa família como reflexo do pecado, da transgressão da lei de Deus. Herdamos a natureza pecaminosa de nossos primeiros pais. Pecado não é "mito". Pecado é realidade. Todos nós erramos o alvo e precisamos nos corrigir. As imperfeições, no entanto, não poderão nos levar à exaustão. Temos de ir à luta, conquanto, há uma saída. Há um foco de luz e de esperança em toda e qualquer situação. Nunca é tarde para se restaurar os relacionamentos familiares utilizando-se as poderosas ferramentas colocadas aos nosso dispor pelo bom Deus: o perdão, os atos de misericórdia, a paciência, a tolerância e a compreensão. Ao final, veremos que temos muitos motivos de gratidão a Deus pela família que Ele nos deu. E que o bom Senhor tenha misericórdia das nossa famílias. Pb. Hely

155 anos de bênçãos



O PRESBITÉRIO OESTE DE GOIÂNIA - POSG, com o apoio do SÍNODO BRASIL CENTRAL, estará promovendo um Culto de Ação de Graças pelos 155 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil. Será um momento marcante na vida da IPB, na região Centro Oeste. De norte a sul do país, manifestações de louvor estão acontecendo em razão de tão grande bênção. Afinal, ao completar 155 de fundação, a IPB só tem mesmo é que agradecer ao Senhor da igreja, Jesus, as inumeráveis oportunidades que teve de propagar o autêntico Evangelho à nação brasileira, ainda, tão carente da Palavra de Deus.  Fiel aos princípios da Reforma Protestante do Século XVI, a IPB se destaca pela firmeza doutrinária, herdeira que é da reforma. Por isso, o Presbitério Oeste de Goiânia convoca o povo presbiteriano e irmãos em Cristo das demais denominações cristãs e, ainda, seus convidados,  a se fazerem presentes neste grandioso evento.






quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Reflexão sobre Romanos 1: 1 a 7



VOCÊ É UM SERVO, AMADO POR DEUS E SANTO (Leia Rm 1.1-7)
Logo após a desobediência do primeiro casal humano, toda a humanidade se viu separada espiritualmente de Deus, expulsa do Paraíso, em uma triste expectativa de morte física e de morte eterna. Diante dessa situação desoladora, Deus revelou seu plano para salvar os seres humanos, destruindo o mal, por meio de um homem (Gn 3.15). Esta foi, sem dúvida, a primeira “boa notícia” que saiu do coração de Deus, depois da queda: o “evangelho” em forma de semente, que deveria se desenvolver até se consumar na plenitude dos tempos (Gl 4.4).
A promessa de salvação, portanto, veio antes de Deus chamar a Abraão (Gn 12) e de formar um povo exclusivamente seu. Assim, a salvação é para todos os povos, embora ela própria venha através dos filhos de Abraão, pois é a partir dele que todas as famílias da terra deveriam ser abençoadas (Gn 12.3). Com efeito, não foi outra coisa que os profetas continuaram a dizer nas Sagradas Escrituras, prometendo a vinda de um descendente de Davi (Rm 1.2 e 3), que se assentaria no seu trono para sempre e que seria, ao mesmo tempo, filho do próprio Deus (2Sm 7.12-17). É bom notar que parte desta profecia se aplica imediatamente a Salomão e parte dela, a longo prazo, ao Senhor Jesus Cristo.
O apóstolo Paulo, sendo judeu, descendente de Abraão, descobriu essa verdade logo após o seu encontro com Jesus (At 9.1-9), que o comissionou para levar o seu Nome perante os gentios (At 9.15), isto é, aos povos que não descendem de Abraão. Por isso, Paulo afirma ter sido “chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho, (...) entre todos os gentios” (Rm 1.1 e 5).
Paulo, em sua carta aos Romanos (1.3 e 4), salienta a dignidade daquele que o chamou, Jesus Cristo, pois é ele não apenas o filho do grande rei Davi, segundo a carne, mas é nomeado “o Filho de Deus”, cujo poder resta patente por sua santidade absoluta e por sua ressurreição dentre os mortos, quando se apresenta, agora, não mais como o Servo Sofredor (Is 52.13 – 53.12), mas como Senhor, cercado de luz gloriosa (At 9.3 e 4) e investido em sua autoridade plena.
Então, Paulo afirma que é servo de Jesus (Rm 1.1). Servo, não no sentido de prestar serviços involuntários, mas no sentido de servir, humildemente, com toda submissão e com todas as suas forças, àquele que, por um pouco de tempo, deixou sua glória para nos salvar (Fp 2.7).
Jesus Cristo, o Senhor, sendo homem (filho de Davi) e Deus (filho de Deus), é, portanto, o mediador entre o Pai Celeste e os homens. É por meio dele que nós, a humanidade caída e condenada, somos favorecidos pelo Pai, como o foi o próprio Paulo, mediante a obediência que resulta da fé (Rm 1.5).
Assim, nós, da mesma forma que Paulo, fomos chamados para ser servos, pertencentes a Jesus Cristo (Rm 1.6), a quem devemos servir com alegria. É aqui que reside a maior dificuldade do homem natural, pois sendo soberbo, não admite seja necessário abrir mão do controle de sua vida descontrolada, para submetê-la ao Senhor que, querendo ou não, controla todas as coisas. Essa é, também, a grande dificuldade de muitos crentes que vivem a vida cristã de maneira deficiente, pois ainda não aprenderam a confiar e a se submeter totalmente ao seu Senhor. É verdade que servir a qualquer outro senhor, que não nos ama, compromete a nossa liberdade e dignidade, mas servir ao Senhor que nos chama de seus “amados” (Rm 1.7) implica conquistar a verdadeira liberdade e dignidade (Jo 8.36).
Além disso, nós, como os cristãos que estavam em Roma, também fomos chamados para refletir, aqui no mundo, aquilo que o nosso Senhor é. Neste sentido, fomos chamados para ser santos (Rm 1.7), pois diz a Escritura: “Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16; Lv 20.26).
Você crê em Jesus? Então, você é um servo, amado por Deus e santo!
O Rev. Mauri Tavares é pastor auxiliar na Segunda Igreja Presbiteriana de Goiânia, Goiás, Brasil

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Supremo Concílio da IPB


 FotoO Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil esteve reunido na cidade de Natal - RN, para a sua XXXIII assembléia geral. Na oportunidade, aproximadamente 1200 deputados conciliares estiveram presentes. Muitas decisões importantes foram tomadas para serem colocadas em prática nas milhares de igrejas presbiterianas espalhadas pelo território nacional. No entanto, a pauta da reunião não foi esgotada o que levou a direção do concílio convocar uma outra reunião extraordinária que acontecerá no mês de novembro/2014,  na cidade de Aracruz- ES, nas dependências do SESC. Oremos desde já pelo evento.