Já ouvi muito esta expressão: “Este mundo é um vale de lágrimas”. Isso
porque ninguém vive feliz o tempo todo. Muitas vezes nos encontramos sozinhos
mergulhados em nosso “vale de lágrimas”. Em maior ou menor intensidade, todos,
em algum momento da vida já sofreu um dissabor, já chorou, já se decepcionou
com alguém ou com alguma coisa. Não é por acaso que o próprio Jesus em
determinado momento de seu ministério terreno advertiu os seus discípulos com a
seguinte expressão: “no mundo passais por aflições”. É verdade! Podemos
constatar essa dura realidade e, assim, resta-nos uma pergunta: o que fazer? Em
resposta posso dizer que precisamos compreender duas verdades: O VALE DE LÁGRIMAS É UMA REALIDADE. Todos
nós passamos pelo “vale de lágrimas”. Ele sobrevêm sobre todos, bons e maus.
Assim como a “graça comum” de Deus sobrevêm a todos (bons e maus), as agruras e
tempestades também assaltam a tranqüilidade de todos nós. NO VALE DE LÁGRIMAS SOMOS TESTADOS. É no “vale de lágrimas” que
somos forjados. É no “vale de lágrimas” que somos testados e podemos
solidificar a nossa fé em Deus. Em momento assim é que podemos contar com a
companhia ímpar do Espírito Consolador. Jesus nos deu esse exemplo. Nos momentos
mais difíceis Ele se recolhia e, a sós com Deus-Pai, experimentava as mais
ricas bênçãos da Sua companhia. O mais conhecido dos personagens bíblicos que
passou pelo “vale de lágrimas”, foi Jó. Em tudo, porém, ele se manteve firme na
sua fé. As suas provações foram duras e severas, no entanto, não abriu mão da
esperança de dias melhores. Não amaldiçoou seu Deus. O resultado é que Deus o
restituiu em tudo que havia perdido. O apóstolo Paulo, de igual modo, passou
pelo “vale de lágrimas” e, mesmo assim, conseguiu escrever importantes
epístolas em prisão. Em uma delas, afirmou ter aprendido a viver em toda e
qualquer situação. Não sei como você se encontra agora. No entanto, se passas
por um “vale de lágrimas”, não se esqueça: Deus é contigo. Não abra mão da sua
doce companhia. E que Deus tenha misericórdia de todos nós. Pb. Hely
O que é a sigla IPB?
A sigla IPB corresponde ao nome: Igreja Presbiteriana do Brasil que é uma federação de igrejas as quais possuem vários aspectos em comum. Entre estes aspectos estão: sua história, sua forma de governo, e sua teologia.
O nome “igreja presbiteriana” vem da maneira como a igreja é administrada, ou seja, através de “presbíteros” eleitos através de votação pelas igrejas locais.
Os presbíteros são de dois tipos: regentes (que governam) e docentes (que ensinam); estes últimos são os pastores.
Quanto à sua teologia, as igrejas presbiterianas são herdeiras do pensamento do reformador João Calvino (calvinismo) (1509-1564) e das notáveis formulações confessionais (confissões de fé e catecismos) elaboradas pelos reformados nos séculos 16 e 17. Dentre estas se destacam os documentos elaborados pela Assembléia de Westminster, reunida em Londres na década de 1640. A Confissão de Fé de Westminster, bem como os seus Catecismos Maior e Breve, são adotados oficialmente pela IPB como os seus símbolos de fé ou padrões doutrinários.
De Onde Viemos?
O presbiterianismo ou movimento reformado nasceu da Reforma Protestante do século 16. Tendo o protestantismo começado na Alemanha, sob a liderança de Martinho Lutero, pouco depois surgiu uma segunda manifestação do mesmo no Cantão de Zurique, na Suíça, sob a direção de outro ex-sacerdote, Ulrico Zuínglio (1484-1531). Para distinguir-se da reforma alemã, esse novo movimento ficou conhecido como a Segunda Reforma ou Reforma Suíça.
Todavia, poucos anos depois surgiu o francês João Calvino, que concentrou os seus esforços na cidade suíça de Genebra, onde residiu durante 25 anos. Através da sua obra magna, a Instituição da Religião Cristã ou Institutas, comentários bíblicos, tratados e outros escritos, João Calvino (1509-1564) traçou os contornos básicos do presbiterianismo, tanto em termos teológicos quanto organizacionais, à luz das Escrituras Sagradas.
O Presbiterianismo nos Estados Unidos
Nos séculos 17 e 18, muitas famílias presbiterianas emigraram para as colônias inglesas da América do Norte. Em 1859, a Junta de Missões Estrangeiras da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos enviou ao Rio de Janeiro o Rev. Ashbel Green Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil.
O Presbiterianismo no Brasil
O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do trabalho missionário do Reverendo Ashbel Green Simonton (1833-1869). Simonton chegou ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.
Em abril de 1860, ele dirigiu o seu primeiro culto em português. Em janeiro de 1862, recebeu os primeiros conversos, sendo fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.