Meus queridos! Em se tratando de oração vejo quão difícil é manter um cronograma ou separar um tempo especial para estar na presença de Deus em oração. Basta olharmos para a realidade das reuniões de oração promovidas nas mais diversas igrejas. Tais reuniões são as menos frequentadas. Lembro-me de meu pai, quando ainda eu era pequeno, que orava sempre pelas manhãs, de madrugada. Acordava-me com suas orações em voz alta. Ele orava por todos nós constantemente. Que boa lembrança! Que bons tempos! O que me parece é que os dias ficaram menores de modo a sentir que estamos sempre atrasados na execução de alguma tarefa diária. Estamos assoberbados, estressados e comprometidos com as coisas passageiras deste mundo, daí, faltar-nos tempo para a devoção diária. A Bíblia menciona que os fiéis levantavam bem cedo para buscarem a face de Deus. Foi assim com Abraão, Jacó, Moisés e Josué. Jesus tinha também esse costume. O Evangelista Marcos escreve acerca de Jesus: "Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para lugar deserto, e ali orava". Vejam que exemplo notável nos deu o Mestre. João Wesley, a respeito da oração, disse: "A oração é o fôlego da vida espiritual". Isso quer dizer que da mesma forma que o vivente necessita respirar o ar que o mantém vivo, o crente necessita da oração para manter-se de pé. E mais, a oração é um meio de graça que Deus nos concedeu para mantermos comunhão com Ele. Na oração, nos colocamos diante do Pai, como crianças, dependentes, a pedir-lhe das mais singelas bênçãos até as mais grandiosas soluções de situações que nos afligem. A ordem é que oremos sem cessar. E o Deus que conhece o nosso coração sempre haverá de nos conduzir em triunfo. Oremos, portanto. E que Deus tenha misericórdia de nós e nos desperte para a prática da oração.
O que é a sigla IPB?
A sigla IPB corresponde ao nome: Igreja Presbiteriana do Brasil que é uma federação de igrejas as quais possuem vários aspectos em comum. Entre estes aspectos estão: sua história, sua forma de governo, e sua teologia.
O nome “igreja presbiteriana” vem da maneira como a igreja é administrada, ou seja, através de “presbíteros” eleitos através de votação pelas igrejas locais.
Os presbíteros são de dois tipos: regentes (que governam) e docentes (que ensinam); estes últimos são os pastores.
Quanto à sua teologia, as igrejas presbiterianas são herdeiras do pensamento do reformador João Calvino (calvinismo) (1509-1564) e das notáveis formulações confessionais (confissões de fé e catecismos) elaboradas pelos reformados nos séculos 16 e 17. Dentre estas se destacam os documentos elaborados pela Assembléia de Westminster, reunida em Londres na década de 1640. A Confissão de Fé de Westminster, bem como os seus Catecismos Maior e Breve, são adotados oficialmente pela IPB como os seus símbolos de fé ou padrões doutrinários.
De Onde Viemos?
O presbiterianismo ou movimento reformado nasceu da Reforma Protestante do século 16. Tendo o protestantismo começado na Alemanha, sob a liderança de Martinho Lutero, pouco depois surgiu uma segunda manifestação do mesmo no Cantão de Zurique, na Suíça, sob a direção de outro ex-sacerdote, Ulrico Zuínglio (1484-1531). Para distinguir-se da reforma alemã, esse novo movimento ficou conhecido como a Segunda Reforma ou Reforma Suíça.
Todavia, poucos anos depois surgiu o francês João Calvino, que concentrou os seus esforços na cidade suíça de Genebra, onde residiu durante 25 anos. Através da sua obra magna, a Instituição da Religião Cristã ou Institutas, comentários bíblicos, tratados e outros escritos, João Calvino (1509-1564) traçou os contornos básicos do presbiterianismo, tanto em termos teológicos quanto organizacionais, à luz das Escrituras Sagradas.
O Presbiterianismo nos Estados Unidos
Nos séculos 17 e 18, muitas famílias presbiterianas emigraram para as colônias inglesas da América do Norte. Em 1859, a Junta de Missões Estrangeiras da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos enviou ao Rio de Janeiro o Rev. Ashbel Green Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil.
O Presbiterianismo no Brasil
O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do trabalho missionário do Reverendo Ashbel Green Simonton (1833-1869). Simonton chegou ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.
Em abril de 1860, ele dirigiu o seu primeiro culto em português. Em janeiro de 1862, recebeu os primeiros conversos, sendo fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.